Ninguém segura Kal Nascimento!

  • Kal Nascimento assina make up de outono/inverno para próxima edição da revista Zelo (Foto: Igor Leonardo – Hektaphotos)
Batemos um papo com o baiano Kal Nascimento, ganhador do 3º Desafio de Beleza da GNT, que esteve na Zelo para ensinar um make-up de outono/inverno que você pode conferir na próxima edição da revista.
Kal começou a maquiar apenas aos 30 anos, antes disso trabalhou por muito tempo como oficial da Marinha, profissão que pouco tinha a ver com beleza. Em sua passagem pela redação conhecemos uma pessoa supersimpática e disciplinada e um pouco mais da sua história, vem ver!
ZELO – Você é especialista em oceanografia e trabalhou durante muito tempo como oficial da Marinha e a pergunta que fica é; quando e como surgiu a oportunidade de trabalhar com beleza?
K.N. – Quando eu deixei a Marinha, deixei pensando em voltar para a publicidade e propaganda, que era o eu já tinha começado e deixei para cursar oceanografia. Quando sai meu intuito não era entrar na área de beleza, inclusive nem gostava da área, porque eu tinha muito medo do estereótipo.
Eu sai da Marinha pensando em o que fazer para entrar logo no mercado, para conseguir me manter. Foi então que um amigo meu que trabalhava com serviços gerais em um hospital me contou a história dele: “Kal, a minha vida mudou em três anos! Eu não tinha perspectiva de nada, hoje eu trabalho em um salão bacana. Você deveria tentar vencer esse preconceito”. Então fui estudar, comecei na área de beleza com cabelo, como estou até hoje. O que eu posso dizer é que já são seis anos de carreira. Hoje eu já tenho uma clientela bem bacana em Salvador, trabalho com muitas noivas, mas a maquiagem me abriu muito mais portas, que eu não esperava que fossem abertas tão rápido.
ZELO – O que mudou na sua vida depois que você se tornou ganhador do Desafio de Beleza da GNT?
K.N. – O Desafio me trouxe visibilidade, aumentou a procura pelo serviço, hoje eu tenho noivas agendadas até para o início de 2017. E meu primeiro termômetro foi quando eu cheguei nos aeroportos e as pessoas me conheceram.
ZELO – Se Kal Nascimento tivesse que escolher apenas um produto do nécessaire que as mulheres não podem deixar de lado, qual seria?
K.N. – Um batom! É incrível o que você pode fazer com um batom. Me lembro muito das minhas tias que passavam o batom e faziam duas bolinhas nas bochechas e aquilo ali já servia como blush. Você pega uma pessoa sem nada e passa um batom, a cara já muda. Eu realmente acho que o batom é por onde tudo começa na beleza.
ZELO – Em Goiânia faz muito calor e O Boticário chega com uma nova linha de outono/inverno, Make B. Universe , qual a sua dica para a mulher que quer abusar da estação mesmo com nosso clima nem um pouco rigoroso?
K.N. – O inverno não precisa ser escuro e eu acho que a mulher quando compra uma linha de maquiagem que é voltada para o inverno em uma região que é quente tem que pensar um pouquinho na sua realidade. Se ela vive em um lugar que mesmo no outono faz muito sol, ela precisa encontrar um meio termo para ter uma cor alegre durante o dia, um frescor e a noite, quando realmente se lança mão de cores mais fortes, quando a gente pode abusar mais a linha traz opções mais escuras, mas também traz cores vibrantes. Então quando eu faço uma maquiagem com um olho em tons escuros, com a proposta de vinho mais fechado nos olhos, mas eu tenho um coral aberto nos lábios o que eu estou querendo dizer é que ela pode acordar as 09:00 da manhã e vai estar bacana para usar durante o dia e se ela colocar um vestidinho preto, com brilho à noite, com essa proposta de maquiagem também pode ser usado. A intenção é empregar os dois opostos que a linha traz, o vibrante e o escuro, o opaco e o brilhante, que se adequam a realidade da mulher brasileira.
ZELO – Qual o maior desejo de Kal Nascimento?
K.N. – Eu tenho uma meta, quando eu resolvi aceitar essa carreira, porque era uma carreira que eu tinha preconceito no início, quando eu vi que era uma carreira que estava me rendendo frutos coloquei na minha cabeça que me daria dez anos, se nesse período eu conseguisse mudar de padrão de vida, ter uma projeção, uma carreira solida que atendesse aos meus objetivos, aí eu pensaria nessa carreira para o resto da vida. Mas eu não tive medo de ousar quando sai da Marinha, que era uma garantia para o resto da minha vida e não vou ter medo de ousar de novo. Eu me dei dez anos, só que em cinco “a coisa” já estava acontecendo, agora fiz seis e já estou em um programa de abrangência nacional. Eu quero ser uma figura reconhecida no Brasil dentro da minha área, uma referência em maquiagem.

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