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Economista Ricardo Amorim fala para mais de 700 pessoas na ABAV Expo

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Economista Ricardo Amorim. Foto: Rogério Canella

A 44ª ABAV – Expo Internacional de Turismo & 46º Encontro Comercial Braztoa, com patrocínio da LATAM Airlines Brasil, promoveu ontem, 29, a apresentação do economista Ricardo Amorim, que abordou o tema “Por que e como e a economia deve melhorar e surpreender a partir de 2016?”. Antes da exposição de Amorim, a CEO da LATAM, Claudia Sender, fez um breve demonstrativo institucional do grupo, em que pontuou desafios, renascimento da esperança e expectativa de recuperação da confiança no Brasil.

“Como Claudia (Sender) acabou de dizer, vocês, profissionais da indústria turística, vendem sonhos. E para que esse objetivo seja alcançado, é crucial ver e enxergar coisas que os outros não estão vendo”, sustentou Amorim no início da sua apresentação. Partindo da premissa de que “a vida é cíclica”, lembra que, nos últimos 15 anos, “de cada dólar gerado na economia mundial, U$ 0,73 provém dos países em desenvolvimento”.

Com base em tabelas e gráficos, Amorim apontou que os ciclos na economia têm duração variável de três a oito anos. “Assim como uma aeronave precisa de combustível para voar, a economia não decola sem confiança”, compara.

Entre análises sucintas e previsões otimistas, Amorim encadeou leituras de tendência do tipo “o dólar deve chegar a R$ 2.6”; “os juros e a inflação vão cair”; “o consumo vai voltar a explodir” – sempre com base na análise dos ciclos econômicos. Também observa e mostra que os regimes políticos caem quando o PIB despenca. “Acreditem: estamos entrando em novo ciclo de melhora, mas é indispensável que Michel Temer corte gastos do governo. É preciso estabelecer teto para os gastos e, também, lidar com a reforma da Previdência. Isso nos levará a novo círculo virtuoso”.

Em tom crítico, afirma que, na busca pelo sucesso, “sempre prevaleceu ter boas relações, o governo, em vez de investir em inovação. Pondera que, a despeito de o mundo viver a maior geração de riquezas da história da humanidade, só se fala em crise. Trazendo o conteúdo da palestra para o interesse específico da plateia, lembrou o grupo Titãs na letra improvisada “a gente não quer só comida – a gente quer comida, educação e lazer”.  Em seguida afirma que tudo pode ser  olhado de forma diferente. “Estão aí os exemplos do Uber e do Airbnb. Vejam o caso dos jogos olímpicos no Rio de Janeiro – a expectativa era tão ruim que, apesar de alguns incidentes, o evento foi percebido como um sucesso”.

Finaliza dizendo que “ninguém gosta de crise, mas ela é fundamental. Procurem refletir sobre o que a crise pode criar para vocês. Em quaisquer circunstâncias e avanços da inovação, a chave sempre envolve ‘gente’. Ah! Isso é fundamental – nunca desperdice uma boa crise”, encerrou.