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Dia Mundial do Câncer: saiba como prevenir o tipo de câncer mais comum no Brasil

Enquanto a fotoproteção é a maneira mais eficaz de evitar o câncer de pele, que representa 30% de todos os tumores malignos registrados no Brasil, o autoexame é indispensável para identificar doença precocemente
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(Shutterstock)

4 de fevereiro é comemorado o Dia Mundial do Câncer, data criada para conscientizar a população sobre essa doença que pode ser fatal. É especialmente interessante notar que a data coincide exatamente com a metade do verão brasileiro, que, devido aos altos índices de radiação solar, é uma época propicia para o surgimento do tipo de câncer mais frequente no Brasil: o câncer de pele. “No geral, 90% dos diagnósticos de câncer de pele são do tipo carcinoma, que possuem uma gravidade menor, mas que, ainda assim, podem causar deformações e cicatrizes. Além disso, existe também o câncer de pele do tipo melanoma, que possui o pior prognóstico e o mais alto índice de mortalidade, com cerca de 55 mil mortes anualmente, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS)”, afirma a dermatologista Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Mas a boa notícia é que o câncer de pele, independentemente do tipo, possui altas chances de cura quando é identificado precocemente, o que pode ser feito através da realização frequente do autoexame de pele. “O autoexame deve ser realizado uma vez por mês por qualquer pessoa, mas principalmente por aquelas que possuem fatores de risco para o desenvolvimento da doença, como pacientes de pele clara, com antecedente familiar de câncer de pele, que possuem mais de 50 pintas e que sofreram queimaduras ou tomaram muito sol antes dos trinta anos”, diz a Dra Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Durante o autoexame da pele, que deve ser feito no corpo todo, é necessário estar atento principalmente à regra ABCDE:  A (assimetria), B (borda irregular ou mal deliminada), C (cor variável), D (diâmetro maior que 6milímetros) e E (evolução anormal). “A assimetria é vista quando dividimos a lesão em dois lados e eles são diferentes. A borda irregular de uma pinta é notada quando ela não tem um formato definido, sendo que as normais são redondas. Quanto à cor, pintas suspeitas têm tons mais escuros e mais claros ao mesmo tempo. Já a evolução anormal pode estar relacionada a uma modificação no crescimento, alteração na cor e formato ou presença de coceira ou sangramento”, explica o Dr. Mário Farinazzo, cirurgião plástico e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)

Com relação à prevenção, a fotoproteção diária é a principal maneira de evitar o surgimento do problema, pois a exposição aos elevados índices de radiação solar é um dos principais fatores de risco para a doença, já que promove uma mutação no DNA das células da pele, que passam a se multiplicar de forma desordenada. “O uso diário de protetor solar é a única maneira de garantir que a pele esteja realmente protegida dos efeitos nocivos dos raios solares, que estão cada vez mais fortes. Mas é importante que o produto possua, no mínimo, FPS 30 e amplo espectro de proteção solar, para combater a radiação UVA e UVB”, aconselha Isabel Piatti, especialista em Estética e Cosmetologia e conselheira do Comitê Técnico de Inovação da Buona Vita. É interessante ainda procurar por produtos formulados com antioxidantes, como Vitamina C, Alistin e Vitamina E. “Os antioxidantes encontrados nas fórmulas de alguns fotoprotetores atuam como uma barreira adicional contra os danos solares. Isso porque a radiação solar, ao entrar em contato com a pele, degrada essas substâncias ao invés de causar alterações no material genético da célula, assim mantendo o núcleo intacto e prevenindo o surgimento de câncer de pele”, destaca o Dr. Lucas Fustinoni, médico divulgador científico nas áreas de Tricologia e Estética e membro da World Trichology Society.

É importante ainda que você fique atento ao modo de uso dos fotoprotetores para garantir sua eficácia. Uma das estratégias recomendadas para aplicação é o uso da “regra da colher de chá”, em que se deve aplicar uma colher de chá no rosto e em cada um dos membros superiores e duas colheres de chá para tronco/dorso e para cada um dos membros inferiores.  “O tempo de aplicação também é importante, sendo recomendado que o produto seja aplicado de 20 a 30 minutos antes da exposição ao sol, pois, apesar da proteção começar instantaneamente, esse é o tempo necessário para que o produto se disperse sobre a pele e atinja sua potência máxima”, explica o farmacêutico Maurizio Pupo, Pesquisador, Consultor em Cosmetologia e diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Ada Tina Italy. Além disso, a reaplicação deve ocorrer a cada duas horas em média, salvo quando o produto indica em seu rótulo que esse período pode ser maior. Já existe no mercado, por exemplo, fotoprotetores capazes de proteger por até 12 horas contínuas, como é o caso dos protetores solares da Ada Tina Italy, que contam com a exclusiva tecnologia Solent®. “A tecnologia Solent® combina de forma balanceada e sinérgica uma série de ativos fotoestáveis, isto é, que absorvem a radiação solar por muito mais tempo sem sofrerem degradação, sendo assim capazes de oferecer uma barreira protetora que confere alta absorção solar por 12 horas mesmo sob o sol forte, não havendo necessidade de reaplicar o protetor solar durante esse período”, completa Maurizio.

E a fotoproteção não consiste apenas no uso de protetor solar. Por exemplo, é recomendado também que se evite a exposição ao sol durante os horários com maior índice de radiação ultravioleta, isto é, entre 10h e 16h. “Aposte também na utilização de roupas com proteção UV, chapéus de aba larga e trama fechada, óculos de sol e sombras artificiais, como aquela oferecida pelo guarda-sol, para potencializar a proteção solar”, recomenda o Dr. Daniel Cassiano, dermatologista da Clínica GRU e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Apesar de não substituírem o protetor solar, alguns alimentos também podem ser consumidos para potencializar a proteção da pele contra o sol, como as frutas vermelhas, que possuem antioxidantes e vitamina C, substâncias capazes de proteger a pele contra os danos do sol. “As uvas pretas também são uma excelente opção, já que, além de possuírem propriedades antioxidantes que ajudam a bloquear os prejudiciais raios UV, também contam como Vitamina E, que mantém a pele hidratada, Vitamina C, que auxilia na revitalização das células da pele, e Resveratrol, um polifenol que tem ação anti-inflamatória, protetora do DNA celular e antioxidante”, aconselha a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia.

No entanto, se mesmo com os cuidados de prevenção você notar uma lesão preocupante durante o autoexame, o mais importante é que você consulte um dermatologista imediatamente. “Apenas o médico especializado poderá realizar uma avaliação aprofundada da lesão por meio de uma dermatoscopia manual ou digital para verificar se realmente trata-se de câncer de pele e analisar a necessidade de remoção cirúrgica da pinta em questão”, finaliza o Dra Claudia Marçal.