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Empreendedorismo é saída para muitos em momentos de crise

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Pesquisas mostram que número de empreendedores devem aumentar neste ano em razão da pandemia do novo coronavírus. Feira digital em Goiânia esclarece dúvidas sobre o assunto

De acordo com a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada no início do mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas ocupadas no Brasil teve redução recorde de 9,6% no trimestre encerrado em junho, frente ao trimestre anterior: a queda foi de 8,9 milhões de ocupados. Com isso, a taxa de desocupação subiu para 13,3%, uma alta de 1,1 ponto percentual frente ao trimestre encerrado em março. Já o número de desocupados apresentou estabilidade e foi estimado em 12,8 milhões.

Por outro lado, a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) estima que em 2020 o Brasil deve atingir o maior patamar de empreendedores iniciais dos últimos 20 anos, com aproximadamente 25% da população adulta envolvida na abertura de um novo negócio ou com um negócio com até 3,5 anos de atividade. Neste ano, estima-se que a crise sem precedentes, causada pela pandemia do novo coronavírus, deve impulsionar o número de pessoas que vão buscar o empreendedorismo como uma alternativa de renda. Em 2019, a GEM apontou que o país atingiu 23,3% de taxa de empreendedorismo inicial, considerada a maior marca até agora.

Especialistas concluem que, com o aumento do desemprego, muitas pessoas optam por abrir o próprio negócio ao invés de procurar um novo trabalho. Dados do Portal do Empreendedor revelam que o registro de novos microempreendedores individuais (MEIs) não perdeu força na quarentena, mais de 327 mil pessoas se formalizaram como MEI no Brasil desde o início da pandemia do novo coronavírus. O total de microempreendedores individuais passou de 9,8 milhões, na segunda quinzena de março, para 10,2 milhões no fim de maio.

Em 2019, o Sistema de Franquias foi responsável por 1.3 milhão de contratações. A diretora da Associação Brasileira de Franchising (ABF) no Centro-Oeste, Claudia Vobeto, confirma que o aumento de desemprego está relacionado com o crescimento de empreendedorismo e isso repercute nas franquias. “Historicamente, ao longo de 30 anos, nossas pesquisas apontam que as franquias crescem em período de crises. Seja por necessidade ou em busca de novas oportunidades, elas são opções escolhidas por serem um modelo de negócio testado e com suporte do franqueador. No Brasil as pessoas não aprendem a empreender na escola, então quem opta por uma franquia sai na frente, pois minimiza muitos riscos”, destaca. Ela acrescenta que a crise atual também trouxe muitas oportunidades, com custos menores, vacância de pontos comerciais, possibilidade maior de negociação com fornecedores, entre outras facilidades.

Na prática
Um exemplo disso é Isabela de Almeida Alencar Sampaio Oliveira, de 37 anos, que em maio inaugurou um quiosque da rede Fast Açaí dentro de um supermercado, no Setor Água Branca, em Goiânia. Ela relata que a crise vivida por muitos durante a pandemia não atrapalhou seus planos. “Eu não pensei em desistir pelo momento que estamos passando, pois o ponto é bom, imaginei que seria pouco afetada e por ser da área de alimentos. Está tudo dentro das minhas expectativas, estou satisfeita”, salienta ela, que escolheu o ponto pela movimentação do lugar e por ser próximo a sua casa.

Isabela, que é natural de Pernambuco, e mora na capital com o marido, comandava à distância em seu estado natal dois campos de futebol e uma chácara, os três para aluguel, que eram supervisionados pelos pais, mas que pararam em razão da pandemia do novo coronavírus. Agora, abriu sua primeira franquia. “Eu sempre pensei em abrir algo e optei por uma franquia pois é algo que já tem nome, é mais fácil. Escolhi a Fast Açaí, pois sempre fui cliente, gostava e é algo que vende por si só”, explica a empreendedora.

Crescendo na crise
Outro exemplo de franquia que se consolidou em cenário de crise é a Maria Brasileira, maior rede de franquias multisserviços de cuidados e limpeza residenciais e corporativas. Ela nasceu em 2012 em São José do Rio Preto (SP), quando os sócios-fundadores Felipe Buranello e Eduardo Pirré e suas famílias precisaram contratar faxineiras de confiança e tiveram dificuldades. Em 2013 a empresa migrou para o modelo de franchising. No ano seguinte, ao completar seu primeiro ano de franquia, houve crise econômica e política no país que se agravou e perdurou por longo período, causando inclusive queda no PIB de mais de 3% nos dois anos seguintes. Porém, os empreendedores conseguiram superar as dificuldades e a empresa cresceu. Um dos fatores que contribuiu foi a PEC das Domésticas, que impulsionou o setor e contribuiu para o crescimento da rede.

Em fase de expansão, com mais de 280 unidades pelo Brasil, a empresa se posiciona como uma alternativa para que outros empreendedores também superem a crise que estamos vivendo. “Essa nova estratégia visa, não só a expansão da marca, mas também oferecer um alento aos que sentem a necessidade de empreender de maneira mais confortável e segura neste momento”, diz Felipe Buranello, CEO e cofundador da Maria Brasileira. Atualmente, a Maria Brasileira possui apenas uma unidade em Goiás e está investindo na expansão do modelo home office, com custo reduzido, abrindo opções em cidades como Goiânia, Aparecida de de Goiânia, Jataí, Trindade e Luziânia.

Estímulo
Justamente para estimular o empreendedorismo, a Associação Brasileira de Franchising promove nesta semana, entre os dias 18 e 20, em Goiânia, a 1ª edição da ABF Expo Digital. Quem tem vontade em montar o próprio negócio e se tornar um empreendedor poderá ampliar seus conhecimentos, trocar experiências e tirar todas as dúvidas no evento, o qual busca impulsionar o desenvolvimento de franquias e ampliar oportunidades de negócios, principalmente fora do eixo Rio-São Paulo. Os franqueadores estarão durante os três dias atendendo virtualmente das 8h30 até 22h30, com agendamento.

Além da Fast Açaí e da Maria Brasileira, a feira será composta por outras 28 franquias de diversos segmentos como Alimentação; Comunicação, Informática e Eletrônicos; Saúde, Beleza e Bem-estar; Limpeza e Conservação, entre outros. A maioria são marcas de fora, ainda não estão presentes no Estado. Rodadas de negócio também serão realizadas. Durante a feira, acontecerão palestras onlines nos três dias, tanto às 12h30 quanto às 19h. O evento é aberto virtualmente e a participação é gratuita através do site https://abfexpodigital.com.br/. É preciso apenas se inscrever para as palestras de interesse devido à quantidade de vagas.

A 1ª edição da ABF Expo Digital contará com as seguintes marcas de franquia: 5àSec, Astral, Bob’s, Brasil Nutri Shop, Cacau Show, Café do Ponto, Ceofood, CNA, Depyl Action, DryWash, Estetic 360, Fast Açaí, Fisk, Fuel The Eyewaer Company, Guia-se Negócios pela Internet, Kumon, Mania de Churrasco! Prime Steak House, Maria Brasileira, Majô, Maple Bear, Microlins, Nutty Bavarian, Odontoclinic, PremiaPão, SMS Digital, Supera – Ginástica para o Cérebro, Spoleto, Tip Top, TZ Viagens e Yes! Cosmetics.