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Tudo sobre o primeiro dia de desfiles do SPFW N41

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O SPFW teve início nessa segunda-feira, 25/04, com as marcas Lilly Sarti, Uma Raquel Davidowicz, Amabilis, Apartamento 03 e Ronaldo Fraga. Confira um compilado de tudo o que rolou nas passarelas:

Amabilis

A marca Amabilis apresentou seu primeiro desfile no SPFW como parte do projeto de aceleramento Top Five, uma parceria entre o Sebrae e o SPFW. Com uma pequena orquestra tocando ao vivo, os designers Luiz Carlos Guidoni e Robson Santos buscaram no mar a inspiração dessa coleção, trabalhando com estampas de corais e algas, bordados em cordas e redes tecidas à mão. Há um trabalho interessante de volume e amarrações, que traz uma certa modernidade à feminilidade. Os looks que abrem, misturando tons metalizados aos cítricos, mostram força e uma maneira contemporânea e esportiva de trabalhar o tema, fazendo uso de tecidos tecnológicos. Destacam-se também os vestidos, ora longos e assimétricos, ora midi com bordados.

UMA| Raquel Davidowicz

Inspirados por 20 anos da marca, a coleção imprime o DNA da UMA, com alfaiataria esportiva, ligada a arte e design, preservando o conforto. Foram utilizados materiais de alta qualidade, onde os esportes influenciaram diretamente no design. A preocupação com a saúde física e mental vem definindo cada vez mais um estilo, onde o conforto dos materiais e o despojamento são fundamentais. A silhueta é minimalista e moderna com tecidos fluidos, diferenciados e sofisticados, fibras naturais, como seda, algodão e linho, assim como o tencel e o rayon foram priorizadas. Uma novidade para a linha alfaiataria casual é a sarja “stay black”, de algodão com elastano, que não desbota, mesmo após várias lavagens. O Jeanswear, em tencel ou algodão, tem uma proposta leve e fluida. Bolsos grandes em um espírito super utilitário chamam atenção.

Apartamento 03

O estilista Luiz Claudio trouxe o mundo dos sonhos, nos pijamas chics; o jacquard que lembram chamalote, os volumes formados por elásticos esportivos tipo de parka que franzem o tecido, a renda que pra ser plissada é colada em uma organza; a citação à camisa de força da qual o showman se soltava em um de seus números; o rolotê de crepe que forma uma espécie de tela esportiva enfeitada com contas de metal. A sofisticação está presente e o smoking do começo, à Saint Laurent oitentista, garante a androgenia que sempre foi marca de Luiz Claudio.

Lilly Sarti

O ponto de partida inicial de Lilly Sarti era a natureza. Um dia, a estilista, se deparou com uma obra do pernambucano Gilvan Samico e se encantou. A partir daí, voltou sua pesquisa e seu olhar para a fauna, flora e mitologias do sertão, contadas por meio das obras deste que é considerado um dos importantes nomes da xilogravura no Brasil. “Ele costumava fazer apenas uma obra por ano, gosto de suas xilogravuras em preto e branco, muito chiques”, conta Lilly, que usou o grafismo, as lendas, pedras e os animais envolvidos no trabalho do artista, mesclados com a textura da madeira vinda das “esculturas mobiliárias” do designer porto-alegrense Hugo França.

Ronaldo Fraga

O estilista se pautou na crise dos refugiados, nas quais as roupas simbolizam a única herança que muitas das pessoas fugidas de seus países carregam, embarcando em viagens de barco levando apenas a roupa do corpo. “Há um elo entre a cultura deles e suas roupas”, diz Ronaldo Fraga, que nesta coleção, critica a intolerância, não só dos países europeus que querem virar as costas para refugiados e imigrantes, mas para a intolerância das diferenças, incluindo à do Brasil. “Vivemos um momento de muita intolerância aqui e em todo o mundo.”

Fraga usou as obras do moçambicano Mia Couto e do angolano Valter Hugo Mãe como guia pra sua coleção em uma grande mistura de cores, estamparia, texturas e trabalhos manuais.