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SPFW41: Confira as novidades do terceiro dia de passarela

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Vitorino Campos

A obra de Yves Klein “Saut Dans Le Vide”, Salto no Vazio, influenciou o estilista Vitorino Campos para o desenvolvimento de seu verão 2017, o fotógrafo francês aparece pulando um muro, de braços abertos, em direção a calçada. A cartela de cores sugere tons azuis, terrosos, verde, rosa e preto em tecidos e texturas como couro, cetim duchese changeant, tweed pied de poule, alfaiataria, piquet de algodão, tricoline, tweed xadrez, veludo e o glitter. As formas são afastadas da silhueta, priorizando o conforto.
Os acessórios acompanham a inspiração e repetem a parceria com a Chilli Beans nos óculos e estreia a primeira coleção da marca com a Melissa. Destaque para a Pupila, bolsa-lancheira térmica em uma versão de plástico nas cores preta, azul, branca e vermelha.

Reinaldo Lourenço

Reinaldo Lourenço se inspirou em seu próprio trabalho, explorando os anos 80 e a alta-costura dessa época, misturando-a com o street style atual em uma leitura pop. Assim, o estilista continua com seu trabalho de faixas, que formam listras mais largas ou finas nas peças, e vão virando pregas em outras até serem transformadas em estampas. As tiras de tecido também desenham graficamente os vestidos em debruns, são espaçadas e intercaladas com tule em looks com transparência, ou costuradas formando listrados largos com vazados pontuais.

Destaque para as camisas, peças-chave de Reinaldo, que nessa coleção vêm maiores e mais masculinas, fazendo contraponto às saias curtinhas brilhantes de paetê.

Isabela Capeto

Isabela Capeto inspirou-se no tempo para a nova criação. Na contramão do fast fashion, Isabela foca no slow, a ideia se encaixou com o filme “Alice Através do Espelho”, que estreia em maio no país (a Disney é uma das parceiras da estilista neste desfile). Alice também tem sua questão com o tempo e as meninas de Isabela têm um quê de Alice. Mas Isabela não tem mais pressa e ficou dona do próprio relógio, assumiu seu processo como criadora de roupas especiais.

Então o que vimos em seu desfile são peças trabalhadas à mão, como os vestidos com mini flores de organza, todas recortadas, pregada e bordadas uma a uma e ainda lokks com bordados enormes que simulam um camuflado.

Vale mencionar o trabalho do stylist Felipe Veloso, que lançou no desfile uma linha de jóias, a Insane, que inclui piercings e correntes para o rosto e uma linha de Isabela com a marca de lingerie Verve, que logo chega às lojas.


Iódice

O Verão 16/17 da Iódice teve inspiração no livro Happy Times, de Lee Radziwill, irmã mais nova de Jackie O. Os tons que compõem as paisagens da Costa Amalfitana, um dos principais cenários citados no livro, influenciam na cartela de cores – off, areia, romã, azul claro, marinho e uva, são ainda enriquecidos com toque de dourado em forma de brocados lembrando as roupas da personagem. Linho, seda, algodão, chamoix e tricot de rayon compõem os shapes amplos vistos principalmente em comprimentos midi, que reafirmam com atitude a mesma elegância esbanjada por Lee até os dias de hoje. Já os sapatos ganham destaque complementados por saltos de bambu.
A Iódice definiu as formas de sua coleção trazendo roupas mais fluidas e soltas no corpo, anunciando assim um verão de composições leves e sofisticadas.


Lenny Niemeyer

Lenny olhou para a cultura milenar do Japão, mostrando ícones de sua tradição, como o shibari, os quimonos e estampas de animais como tigre e carpas, em modelagens contemporâneas. O desfile começa com muitas cores vindas da riqueza das estampas e vai limpando até chegar em tons de pele.

Há uma série de experimentos com os maiôs e biquínis, por meio de recortes e modelagens, que vão de uma alça mais grossa a um decote bem aberto em V, um vazado na cintura ou até transformar o maiô em uma t-shirt, com mangas curtas ou compridas, simulando construções japonesas.

Cada vez mais há menos distância entre as modas de praia e de rua. Lenny é um bom exemplo dessa derrubada de barreira e tem trabalhado com maestria o aspecto de um lifestyle que gira em torno do beachwear, em vez de se prender somente no espaço entre a areia e o mar.


À La Garçonne

Para sua primeira coleção, a marca de Fábio Souza apresenta em seu desfile roupas masculinas e femininas sem estação definida. 

A À La Garçonne valoriza o reuso de materiais e utiliza, na confecção de suas roupas, tecidos feitos com material reciclado, tecidos antigos esquecidos nas prateleiras das tecelagens e até tecidos retirados de roupas vintage. Mas, sem radicalismos, também dá espaço a novos tecidos. 

O design das peças é contemporâneo e ao mesmo tempo carrega um forte perfume vintage, DNA da marca.Acessórios como óculos, sapatos, bolsas e joias confeccionadas com empresas parceiras complementam o mix de produtos da coleção. 
As peças femininas serão vendidas com exclusividade nesta temporada nas lojas NK Store de São Paulo e Rio de Janeiro, além da loja própria da marca que também contará com peças masculinas e infantis.

Samuel Cirnansck

Nessa estação Cirnansck transita como grande enfant terrible dos vestidos de madrinhas e noivas, adicionando ao efeito conto de fadas do look um espírito rebelde vindo da modelagem com corset ajustado, fetichista, um caimento mais curvilíneo e bordados e cortes que trazem uma atitude mais rock&roll ao momento princesa.

Sua frase de ordem é: “A atitude vem antes da roupa”. No desfile, essa atitude aparece no styling que de novo evoca o fetiche com modelos amordaçadas ou com as duas mãos amarradas para trás, carregando uma flor.

 

Triya

A Triya apresentou o seu verão 2017, solar, iluminado e cheio da força feminina. Um patchwork étnico multicultural representou uma mulher que não tem fronteiras nem pré-conceitos.
Amarelo, flicts, ouro, terra, argila, madeira e cobre predominaram e tons de azul em nuances variadas remetendo ao céu estrelado também aparecem. O deserto, a flor do deserto, o sol, a serpente, o infinito, o céu, a lua, o feminino, lugares lúdicos feitos com renderisação de imagens tridimencionais, formaram as mais de 20 estampas apresentadas, que se complementavam.

Tecidos como lycra, microfibra, seda e veludo, foram vistos em silhuetas mais secas e desconstruídas. Muitos decotes, braços e pernas que se revelavam em fendas e também na modelagem asa delta estavam presentes na coleção. Trabalhos artesanais e materiais orgânicos como o cobre e argolas de madeira, simbolizaram os chacras e movimentos circulares.

Ellus 2nd Floor

Seguindo a tendência mundial do “see now, buy now” a grife montou uma pop up store no shopping Iguatemi (SP), para que as roupas fossem vendidas horas depois da apresentação na fashion week.

Foram apresentadas peças ao mesmo tempo descomplicadas, com muito bom humor e funcionais. Com tema vintage e pop, a série “Batman” dos anos 60, e a cara de personagens como Robin e Coringa aparecem nos vestidos paetizados. Mas o ponto alto são os conjuntos de casaco de moletom cinza dublado com manga deslocada, em forma de casulo, usados com minissaias ou shorts curtinhos do mesmo material. A profusão de patches aplicada nas peças é divertida e dá uma textura que valoriza a roupa.