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SPFW N41: Veja as tendências das passarelas do segundo dia de desfiles

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A. Brand

Parte do grupo Soma, a A. Brand fez sua estreia no SPFW com uma coleção inspirada no Havaí. A marca nasceu para ser uma segunda linha da Animale, mas ganhou vida própria e conseguiu atingir uma maturidade comercial. Na passarela, peças leves, alegres, descomplicadas, coloridas, com clima praiano e com destaque para as estampas de hibiscos e folhagens.

PatBo

O Brasil é a inspiração da PatBo. A estilista Patricia Bonaldi partiu das cores da bandeira pra criar a coleção, que é uma verdadeira explosão de verde e amarelo e traz o easy das linhas Resort com acabamento e tecidos nobres. Patricia misturou cetim douchesse com fio de aço, viscose e linho, jeans e bordados manuais, criando texturas, volumes e um encontro feliz de estampas e cores. Há muito trabalho manual nas peças, destaque para a jaqueta esportiva estilo Varsity Jacket, que levou 30 dias para ser finalizada e é uma das peças mais bonitas do desfile.

 


Karl Lagerfeld for Riachuelo

A Riachuelo levou o novo conceito “see now buy now” ao pé da letra: encerrou seu desfile da coleção assinada em parceria com Karl Lagerfeld montando uma loja com todos modelos da linha em plena passarela. Em seguida à fila final das modelos, capitaneada pela top e rosto da coleção, Isabeli Fontana, dezenas de araras entraram em cena e as vendas começaram. Os fashionistas puderam ir às compras algumas horas antes do Inverno 2016 de Karl Lagerfeld para a Riachuelo chegar às 140 lojas da marca.

Repleta de peças que são a marca registrada não só do look pessoal do diretor criativo da Chanel e da Fendi, mas do que ele propõe em sua grife própria, a linha oferece a divertida logomania da silhueta do rosto de Lagerfeld tanto em t-shirts como formando pied-de-poules em calças skinny e camisas de manga longa, além de estampar as botas de cano curto, bico fino e salto alto e as bolsas matelassadas com o perfil de Lagerfeld. O tweed, clássico francês e símbolo da Chanel, as luvinhas curtas tipo motoqueiro, a camisa abotoada até o pescoço com acessórios na gola, assim como a calça e a saia ajustada com plissado na barra também aparecem. Destaque para as bolsas com aplicações de gatinho, numa alusão a Choupette, a gata do estilista.

 

Paula Raia

A passagem do tempo é sua principal inspiração de Paula Raia, traduzida lindamente pelo caminhar leve e vagaroso das modelos e por uma coleção que mostra a evolução de estilista como criadora e em seu próprio ofício, de encontrar nas técnicas de modelagens e manuseio de materiais as maneiras de traduzir suas histórias de moda.

Os vestidos do início são brancos e, ao longo do desfile, vão “sofrendo” a ação do tempo, ficando puídos ou amarelados. Um degradê que vai se impondo com naturalidade e beleza.

Os materiais usados trazem com clareza essa ideia da ação do tempo e do desgaste, do acúmulo de plantas, poeira. O look que abre o desfile é de seda, com trabalho de feltragem manual, o que dá a ele um aspecto de sonho, um vestido de nuvem. Há bordados que parecem plantas que foram brotando na roupa e referências aos desenhos que a areia cria quando vai se acumulando, que vemos na modelagem, com camadas de tecidos e bordados.

 

 

Osklen

Nesta edição, a Osklen decidiu trocar a passarela por uma apresentação em sua loja na Vila Madalena (SP). O estilista Oskar Metsavaht se inspirou numa ilha imaginária para criar esta coleção cheia de prints tropicais, com plantas e flores também inventadas. “É uma coleção escapista”, definiu.

Com shapes soltos e desconstruídos, bem diferentes da estrutura arquitetônica que costuma pontuar as coleções da Osklen, as roupas traziam essa ideia de estrutura em detalhes como franzidos, recortes nas costas, tudo de maneira mais fluída e solar. No feminino, muitos lenços de seda tipo pareô com tiras de couro fininhas com fivelas serviam para construir tanto vestidos como saias, reforçando essa ideia de roupa de praia urbana e cool, que pode ser usada em diferentes ambientes. As peças mais importantes e com mais estrutura da coleção são os coletes e roupas de surf/mergulho bordadas com cristais Swarovski, que Oskar considera a síntese do casal que ele imaginou quando criou as roupas: ele artista visual, que gosta de surf e astronomia, ela bióloga e mergulhadora.

 

 

Vix

Estreante no SPFW, a Vix, de Paula Hermanny, continua apostando na calcinha franzida tipo “levanta bumbum” que lhe garantiu fama mundial e que lançou uma verdadeira febre no Brasil. A versão passarela, ganha contornos e cartela de cores mais sóbria, numa coleção inspirada em mulheres chiques de férias em lugares paradisíacos do sudeste asiático.

Há momentos mais vibrantes e pé na areia, como o pink do biquíni de cortininha ou os também cortininhas clássicos em azul royal e tom de pele rosado. Em outros, os tops maiores e maiôs engana mamãe aparecem como alternativa para praia e pós-praia. As roupas trazem o frescor chique do linho e da seda, com estampas clássicas como a listrada e acabamentos artesanais como os aviamentos feitos à mão.

 

Lolitta

Como ponto de partida, Lolitta Hannud foi buscar nas cores a inspiração pra essa coleção. “Nosso momento atual pede energia”, diz. Com uma cartela superampla, ela vai do branco ao cereja, passando por azuis, verdes, rosados e tons neon, uma novidade para a estilista e um trabalho oposto da estação passada.

O artista Marcelo Cipis fez intervenções gráficas e coloridas em algumas peças, inspiradas por sua série “Perfumes”. Os looks em tons neon, como amarelo e rosa, com uma veste de ráfia por cima, e o laranja total que fecha o desfile chamam atenção.  

 

 

Adriana Degreas

A inspiração de Degreas veio do mix cultural da Indochina francesa, nome dado à região sob domínio da colonização da França desde o fim do século 19 até os anos 40, que abrangia o Vietnã, Camboja e Laos, no sudeste asiático. A mística em torno dessa mistura do glamour francês e do exotismo oriental deu a tônica da coleção da estilista.

O grafismo que virou marca registrada da moda praia de luxo de Adriana Degreas agora aparece também nos volumes sanfonados, plissados dobrados que dão efeito de babado aplicados manualmente na lycra.

 

 

Juliana Jabour

Juliana Jabour partiu de um documentário que conta a história do skate nos anos 70 (“Dogtown and Z-Boys”) para falar de vários esportes em sua coleção para o Verão 2017, interpretada de maneira colorida, intercalada ou misturada, ora ao romantismo de babadinhos, ora ao glamour do metalizado, como no hoodie rosa bebê e marrom com saia plissada de lurex dourado. A coleção vai ficando mais doce com a cartela de cores mas também divertido, com uma reinterpretação que ganha frescor pela escolha dos tecidos usados, do moletom fininho ao tricoline, passando pelo linho e a alfaiataria.

Destaque para as muitas calças com diversas estampas, aos bons looks listrados e às bermudas de surf numa versão feminina sem ser girlie demais.