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A onda dos Parklets em Goiânia

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O conceito dos parklets foi criado em São Francisco, em 2005, mas ganhou força mesmo em 2010. São Paulo adotou a iniciativa em 2013. Fortaleza, Belo Horizonte e Porto Alegre também já têm as estruturas. O objetivo é estimular processos participativos, incentivar o transporte não-motorizado e aumentar a oferta de espaços públicos.
Em Goiânia o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, regulamentou os parklets na cidade no último dia 30 de março, por meio de decreto que autoriza, por até três anos, o uso temporário de vias como extensão de áreas públicas voltadas à convivência. A regulamentação estabelece que esses ambientes, geridos pela iniciativa privada, tenham placas que atestem o caráter público e a vedação à utilização exclusiva, inclusive pelo mantenedor do espaço. O poder público municipal também proíbe atividades comerciais dentro desses locais.
O primeiro parklet de da cidade foi inaugurado no final de abril, junto com a Casa Cor Goiás, na Rua Mario Bittar, no Setor Marista, e foi removido assim que a mostra terminou. Atualmente a cidade conta com outros dois: no estacionamento da Praça Adélia Martins, na Avenida 137, e na Avenida 136, ambos no Setor Marista.
A EBM Desenvolvimento Imobiliário inaugura, no próximo dia 11 de agosto (terça-feira) mais uma dessas extensões temporárias de calçada, em um dos locais mais concorridos de Goiânia para lazer e prática de esportes ao ar livre, a Alameda Ricardo Paranhos, que concentra diariamente os adeptos às corridas e outras atividades físicas.
O parklet será instalado na frente do Espaço EBM e será gerido pela própria empresa por um ano, renovável por outros dois. O espaço, projetado pelo arquiteto Vinicius Aires, tem como referência os parklets de São Francisco, nos Estados Unidos.
O Parklet EBM procura ser um espaço público agradável à convivência, equipado com bancos, floreiras, mesas, guarda-sóis e bicicletário com capacidade para seis bicicletas. “Os parklets melhoram a paisagem urbana e criam ambientes melhores para pedestres e ciclistas, tornando os lugares melhores para se viver e conviver”, afirma o coordenador de comunicação da EBM Desenvolvimento Imobiliário, Ademar Moura.
Para criar harmonia entre a intervenção e a alameda, o arquiteto buscou integração com a Ricardo Paranhos por meio do paisagismo, usando bastante verde.
O parklet é feito de estrutura metálica e seu mobiliário de madeira certificada tipo Pinus Autoclavado. O sistema de autoclave, explica Vinicius Aires, é um cilindro que suporta pressão, em que a madeira é colocada e em seguida produtos químicos preservantes são injetados, a fim de prolongar sua vida útil. “A partir deste processo, a madeira oferece alta durabilidade, economia, segurança, versatilidade, fácil manutenção e garantia de qualidade. O essencial é ressaltar que ao prolongar a vida útil da madeira, reduzimos a necessidade de cortar novas árvores”, afirma.
  • O Parklet EBM procura ser um espaço público agradável à convivência, equipado com bancos, floreiras, mesas, guarda-sóis e bicicletário com capacidade para seis bicicletas