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Moda além da roupa

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“Não existe o fora de moda, mas, sim, um novo olhar sobre moda.” Paulo Borges sintetizou bem a proposta de inovação que ele próprio desenvolve sobre o setor fashion no Brasil. Na palestra “Moda, Inspiração e Inovação”, o criador da principal semana de moda do Brasil e uma das cinco maiores do mundo dividiu sua experiência com estudantes e microempresários. O evento fez parte das ações do convênio “Contextualizar na Moda”, firmado entre o Sebrae Nacional e o Instituto Nacional de Moda e Design (In-Mod) para inserir as micro e pequenas empresas no mercado.
Paulo Borges trabalhou na “Vogue”, dedicou anos à produção de desfiles e, em 1997, criou o Morumbi Fashion, em São Paulo, que cresceu e se tornou o São Paulo Fashion Week. Ele ainda é membro do Conselho Nacional de Políticas Culturais do Ministério da Cultura. “Moda não é só roupa, é um processo que está ligado à inspiração, é orgânico, está ligado à transformação”, afirmou ele de início, e complementou que há muito do segmento que não é contado.
Borges descreve que o Brasil figura na lista dos dez principais mercados mundiais da indústria têxtil e que a década em que vivemos é uma época de reconstrução de pensamentos e ideais. “É importante entender que tem mercado para todo mundo”, garante, porém é enfático ao dizer que, nesse mundo, quem não inova morre. Ainda sobre o nosso País, cujo mercado interno é forte e está em ascensão, a ressalva é feita sobre a produção. “O brasileiro é muito criativo, mas temos que melhorar a qualidade dos nossos produtos”, pondera.

Experiências e consumo
Quanto ao risco fácil dos estereótipos, Borges alerta para o fato de que é preciso evitá-los, afinal, “estampas floridas, frutais e bordados fazem parte da nossa cultura, mas não delimitam a moda”. Fala também sobre a falta de fomento para novos investidores e que precisamos da formulação de uma política pública, “porque as empresas brasileiras que exportam só vendem cerca de 10% de sua produção para fora”.
Ele levanta a importância do SPFW para o segmento, uma vez que o País tinha apenas uma escola de moda quando o evento foi criado, e agora tem 150. Paulo justifica a presença do Fashion Week na cidade de SP devido ao consumo. “Você só vai fazer melhor se consumir mais, é como a rotina do atleta. A nossa experiência de mercado tem a ver com consumo, e São Paulo dispõe disso.”
Não é à toa que todos os anos o evento arrecada mais de R$ 80 milhões, fora o movimento proporcionado e o aquecimento de economia de serviços como táxi, shoppings e restaurantes. “Moda é política do ponto de vista do cidadão, de ética, de desafio e construção”, enfatiza.