Triplica número de idosos morando sozinhos

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O número de idosos que moram sozinhos cresceu significativamente no Brasil de acordo com o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD). Segundo a pesquisa, a quantidade de idosos que não estão acompanhados em suas residências triplicou entre os anos de 1992 e 2012, passando de 1,1 milhão para 3,7 milhões. Entre os idosos acima de 60 anos que moram sozinhos 65% são mulheres. No mesmo período, a população de idosos acima de 60 anos passou de 11,4 milhões para 24,8 milhões, um crescimento de 117%.
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Mesmo sentindo-se independentes, com saúde menos debilitada e disposição para realizar atividades que exigem esforço, os idosos precisam de cuidados redobrados para evitar os temidos acidentes domésticos, que nesta fase da vida são comuns. O apoio de outros nem sempre é aceito por quem mora sozinho, com isso, os problemas enfrentados em consequência de suas limitações físicas se tornam um fator relevante para a causa de acidentes domésticos.
As quedas são um exemplo disso. Elas geralmente estão associadas aos problemas de visão, desgaste de articulações, fraqueza muscular e também, ao uso de alguns tipos de medicamentos. Além disso, o local onde vive o idoso pode contribuir para que esse acidente aconteça. O ortopedista Grimaldo Ferro, que é Presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – Regional Goiás (SBOT) – ressalta que estes acidentes podem ser fatais. “Os acidentes domésticos em idosos podem ter um desfecho trágico. Uma fratura no quadril, por exemplo, pode deixar uma pessoa sem andar por meses e dependendo do seu estado de saúde pode trazer outras complicações levando até a morte”.
Em Goiás as internações de pessoas acima de 60 anos pelo SUS devido a quedas subiu de 2.876 casos em 2010 para 3.101 casos em 2011, segundo dados do Sistema de Indicadores de Saúde e Acompanhamento de Políticas do Idoso (SISAP Idoso) do Ministério da Saúde e compilados pela Secretaria Estadual de Saúde de Goiás. Grimaldo faz um alerta importante caso esses acidentes ocorram. “Em caso de queda o recomendado é que a pessoa nunca se levante imediatamente porque é possível que fique tonta e provoque outro acidente. Depois ela deve verificar se houve algum tipo de lesão ou sangramento e em caso positivo procurar ajuda rapidamente.”

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