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Nutricionista ensina a entender as informações nos rótulos dos alimentos

Cintya Bassi, do São Cristóvão Saúde, explica que os melhores alimentos são os que não possuem rótulos como as frutas e vegetais
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Foto: Freepik

Após seis anos de muita discussão, estudos e análises técnicas robustas, as novas regras para Rotulagem Nutricional foram aprovadas por unanimidade pela Diretoria Colegiada da Anvisa. Elas trarão modificações profundas na rotulagem nutricional dos alimentos quanto a declaração de nutrientes na tabela, uso de rotulagem frontal e alegações. Mas para conseguir entender as informações que vêm no rótulo e, principalmente, como cada ingrediente atua no organismo, é importante primeiro conhecer o que significam os termos utilizados e os componentes da tabela de informação nutricional.

Por exemplo, o Percentual de Valores Diários (%VD) indica em porcentagem, quanto de energia e nutrientes a porção daquele alimento apresenta, tendo geralmente como base uma dieta de 2000 calorias. Cada nutriente apresenta um valor diferente para se calcular o VD (valor diário).

Veja os valores diários de referência:

– Carboidratos: 300 gramas

– Proteínas: 75 gramas

– Gorduras totais: 55 gramas

– Gorduras saturadas: 22 gramas

– Fibra alimentar: 25 gramas

– Sódio: 2400 miligramas

“Para não haver interpretação errada, devemos conhecer primeiro qual a porção indicada no rótulo, por exemplo: é uma unidade inteira, sete unidades, um copo, etc. Feito isso, é preciso observar os nutrientes obrigatórios, como energia, carboidratos, proteínas, gorduras, sódio e fibras. Então, se um alimento indica no %VD que possui 50% de quantidade de gordura, significa que metade da gordura que deve ser consumida durante todo o dia está concentrada nesse alimento. Com essas informações, o consumidor pode escolher com mais conhecimento, se determinado alimento se encaixa ou não nos seus objetivos nutricionais”, disse a nutricionista.

Quando se trata de produtos, devemos considerar que eles terão um teor reduzido de pelo menos um ingrediente, que pode ser o açúcar, a gordura ou o sódio, quando comparado a sua versão original. Segundo a nutricionista, o mais comum, é que os produtos light apresentem um valor energético menor e por isso são opções para dietas de emagrecimento. Já os produtos diet, terão a ausência total de um de seus ingredientes. O mais comum é que o açúcar seja excluído e, por isso, são amplamente utilizados pelos diabéticos, mas isso pode não refletir no valor energético, já que pode haver substituição por outro ingrediente, como a gordura.

Devemos ter cuidado e olhar bem os rótulos, pois há alimentos que aparentam ser “saudáveis”, mas tem o teor de sódio muito elevado. “Um alimento que possui em sua composição, quantidade igual ou maior que 400mg de sódio em 100g ou 100ml, é um alimento considerado com alto teor de sódio. De acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), o consumo diário não deve ultrapassar 2g de sódio, porém pesquisas mostram que o brasileiro consome em média 5g de sódio e isso acarreta problemas de saúde importantes, como pressão alta, problemas no coração, rins, obesidade, etc.

Além do sódio, devemos evitar também alimentos ultra processados, como enlatados, refeições congeladas, salsicha, etc. Esses alimentos são produzidos a partir da adição de muitos ingredientes, que pode incluir a adição de sal, açúcar, gorduras, e muitos outros, inclusive alguns produzidos em laboratório e que em geral tem como objetivo, aumentar prazo de validade e modificar as características naturais do alimento, como sabor, cor e textura. O consumo frequente desses alimentos, está associado a obesidade e diversas outras doenças.

Para finalizar, a nutricionista diz que devemos ter em mente que os alimentos mais saudáveis, não precisam de rótulos, que são os chamados in natura, como as frutas, verduras e legumes e que devem fazer parte da dieta diariamente. “Ao olhar o rótulo, o consumidor deve ficar atento as informações nutricionais, especialmente a quantidade de ingredientes que acarretam mais risco a saúde como sódio, açúcar e gorduras saturadas e trans, se a %VD for alta, é preciso acender uma “luz amarela” de atenção. Outras informações importantes são encontradas na lista de ingredientes, ali aparece em ordem decrescente toda a composição do alimento, então aqueles que aparecem primeiro são os que estão presentes em maior quantidade. Se o alimento possui uma lista cheia de ingredientes que o consumidor desconhece, também é necessário ficar atento, já que isso indica acréscimo pela indústria de substâncias para favorecer prazo de validade ou modificar a estrutura natural do alimento”, explicou Cintya Bassi.