Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no twitter
Compartilhar no facebook
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Goiás tem ótimo aproveitamento dos recursos do FCO

Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp
  • (Foto: Wagnas Cabral)
Os números alcançados por Goiás em contratos por meio do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), relativos a 2011, surpreenderam positivamente o governo do Estado, representantes da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e do Banco do Brasil, que se reuniram na manhã de hoje, no Palácio das Esmeraldas, para divulgar o avanço de Goiás em relação aos demais estados da região Centro-Oeste e também do País. Goiás superou o índice de contratações no FCO de 2010 em 30, 41%. Do volume destinado aos quatro estados da região, Goiás também surpreendeu pela obtenção de 37% dos recursos. Dos R$ 5,5 bilhões do fundo, o Estado aplicou R$ 2,1 bilhões. A aplicação desses recursos resultou em 36.143 contratações, sendo que 41% delas foram destinadas a micro e pequenas empresas.
Inicialmente, a parte que caberia a Goiás dos R$ 5, 5 bilhões, era de R$ 1,34 bilhão. Entretanto, o alto índice de produção do Estado, principalmente nas áreas de agricultura e pecuária, demandou maior investimento, e o Estado alcançou em aplicações R$ 2,1 bilhões. O governo do Estado celebra também o menor índice de inadimplência da região: 1,27%. Presente à solenidade, o superintendente da Sudeco, Marcelo Dourado, disse que os números de 2011 foram surpreendentes do ponto de vista nacional, já que Goiás foi o estado que mais cresceu em relação a 2010. “Os números do FCO foram surpreendentes do ponto de vista do fundo que mais cresceu nesse País, atingindo um recorde de 30,4% de crescimento, comparando ao exercício 2010/2011, só que os números de Goiás foram mais impressionantes ainda, porque esse índice foi de 37%. O repasse de recursos para o setor produtivo ultrapassou R$ 2,1 bilhões. Isso mostra que a economia de Goiás, tanto a economia do setor primário, que é a agropecuária, quanto a dos setores secundários e terciários, está em franca ascensão, já consolidada”, disse.
Em discurso, Marcelo falou sobre a importância do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO), criado pelo governo federal para investimentos em infraestrutura e logística para a região, diferentemente do FCO, que é voltado para investimentos na iniciativa privada. Disse que, por meio dele, já foram iniciadas as tratativas para a contratação do projeto básico executivo e para que o edital de licitação do uso misto da rodovia que liga Brasília a Luziânia saia em novembro deste ano. Hoje, a rodovia faz apenas transporte de cargas. “O FDCO é um fundo que tem um perfil muito importante para as chamadas PPPs. Tem a participação do poder público dos estados e da iniciativa privada em grandes obras de infraestrutura”, explicou.
Ele adiantou que o governo de Goiás e do Distrito Federal fizeram acordo de utilizar os recursos do FDCO para a implantação da ferrovia que liga Brasília a Anápolis e Goiânia. A Sudeco tem solicitado ao governo federal que a região Centro-Oeste obtenha recursos compatíveis à média dos fundos das regiões Nordeste e Norte, que é de R$ 1,4 bilhão. No momento, o valor em caixa é de aproximadamente R$ 87 milhões, segundo Marcelo. “Este valor, R$ 1,4 bilhão, seria dividido entre os quatro estados de forma isonômica, mas já existe acordo informal entre Goiás e Brasília para usar os recursos desse fundo para a implantação da ferrovia que liga Brasília a Anápolis e Goiânia”, disse.
O secretário de Indústria e Comércio, Alexandre Baldy, afirmou que tanto o setor rural como o setor empresarial cresceram de forma muito consolidada, e que a indústria goiana cresceu, ano passado, acima de 6%. “A seriedade do tomador goiano é louvável pela menor inadimplência do País, e menos da metade da média regional e a menor nacional”, reforçou. Para o alcance da estimativa de contratos deste ano, Baldy lembrou as políticas públicas criadas pelo governo do Estado para fomentar e promover incentivo fiscal aos empreendimentos rurais e empresariais, para que seja possível manter o crescimento do PIB e de todos os empreendimentos econômicos do Estado.
Os empregos gerados e mantidos ao longo de 2011 com o apoio do FCO foram acima de 207 mil postos de trabalho. Para Baldy, isso colabora muito com os investimentos privados captados em Goiás ao longo de 2010, que foram acima de R$ 10 bilhões, e consolida a posição econômica, industrial e principalmente a credibilidade de Goiás para angariar novos investimentos nacionais e internacionais.
Em discurso, o governador Marconi Perillo divulgou a meta deste ano: R$ 2,2 bilhões. Agradeceu o trabalho de todos e disse estar emocionado com o êxito no FCO. Dirigindo-se a Marcelo Dourado, fez dois pedidos. O primeiro, que a Sudeco mande, através de contratos, pelo menos R$ 5 bilhões em investimentos para Goiás. Em seguida, pediu apoio para que Goiás possa ter a sua plataforma no porto de Itaqui, para crescer em importações e exportações.
Informou que Goiás teve o segundo maior crescimento no comércio externo do País, 6,3%. “Ficamos atrás do Espírito Santo que tem muitos incentivos de importação e exportação por causa do porto. Outro dado importante é que crescemos 20 vezes mais, proporcionalmente, que o estado de São Paulo no ano passado”, destacou.
Sobre o FDCO, Marconi disse que é um fundo que vai permitir uma mudança na geografia humana entre Brasília e Goiânia, por meio do VLT que será construído. “Já temos R$ 1,5 bilhão assegurado pelo Fundo de Transporte para manutenção e reconstrução de rodovias, e mais R$ 1,5 bilhão autorizado pela presidente Dilma para empréstimo visando a construção de rodovias novas. Com o auxílio da Sudeco, vamos ter condição de deixar um saldo fantástico em termos de avanços do setor ferroviário goiano”, ressaltou.
Fonto: Gabinete de Imprensa do Governador