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Discípulas de Baco

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Elas são lindas, poderosas, chiques e inteligentes. E como se essas qualidades não bastassem, entendem tudo (ou quase tudo) de vinhos, sejam eles tintos, rosés, brancos, portos, espumantes, brancos doces ou champanhe. Assim podemos definir as 16 mulheres que integram a Confraria do Bouquet, uma entidade enófila sem fins lucrativos capaz de impressionar até mesmo Baco, também conhecido por Dionísio, o deus do vinho.

Para a presidente da Confraria do Bouquet, Silvana da Cunha Castro Mendonça, conhecer vinhos é uma arte. Mas ela garante que o princípio para entender do assunto é desmistificar algumas idéias errôneas. “A primeira é que vinho bom é vinho caro. Outro mito refere-se à origem dos vinhos. Não podemos ficar presos aos chilenos e franceses. Existem excelentes vinhos australianos, neozelandeses e brasileiros, por exemplo. Também não devemos ter preconceito com relação aos que não são tintos”, afirma.

A confreira Rosana Costa Guimarães dá outros conselhos de quem entende do assunto: “Não existe uma receita pronta, muito menos o melhor e o pior. Tudo depende diretamente das preferências pessoais de cada um.”

Harmonização
Os vinhos realçam o sabor das comidas. Mas a combinação entre eles é uma ciência. O champanhe é a bebida de harmonização mais universal. Mas existem peculiaridades. As carnes vermelhas, por exemplo, pedem tintos. Já as aves casam perfeitamente com os brancos, a exemplo dos chardonnay. Os frutos do mar, por sua vez, vão bem com um espumante. A combinação mais difícil talvez seja a dos vinhos com os queijos. “O importante é tomar um vinho e sentir que o seu sabor completa o do queijo. Do contrário, seu paladar será o primeiro a acusar o erro”, frisa Silvana Mendonça.

Natal
Para o final de ano, a confreira Mônica Chaves faz as suas apostas. Ela diz que, para o Natal, o ideal é servir um porto branco gelado para acompanhar as entradas; um tinto durante a ceia natalina; e um branco doce para as sobremesas. Para o réveillon, ela defende que o mais indicado é o tradicional champanhe. “As pessoas que ficarem na dúvida no momento de escolher o vinho podem procurar casas especializadas que contam com a ajuda de sommeliers”, completa.

Bouquet

A Confraria do Bouquet surgiu no início do ano de 2004 por iniciativa da hoteleira Silvana da Cunha Castro Mendonça e da representante das Casas Valduga, Eleonora Koff. Elas convidaram algumas amigas apreciadoras de vinhos e realizaram a primeira reunião do grupo. Os encontros passaram a ser quinzenais até que se estruturasse a entidade, que chegou a ter 18 integrantes.

Atualmente, com a saída da ex-primeira dama do Estado Valéria Perillo, e de Érika Rassi, a Confraria possui 16 componentes, que se reúnem mensalmente em points variados para trocar experiências e degustar novos vinhos. Além disso, elas promovem eventos beneficentes, a exemplo da Noite do Espumante e da Noite do Vale dos Vinhedos, ambos com renda revertida para a Rede Permanente Pela Paz. Conheça as confreiras:

Silvana da Cunha Castro Mendonça
Presidente da Confraria do Bouquet e hoteleira
Eleonora Koff
Vice-presidente da Confraria, empresária e professora universitária
Virgínia Naves
Diretora financeira da Confraria e empresária
Marisete Naves
Diretora financeira da Confraria, empresária e arquiteta
Mônica Chaves
Secretária da Confraria e designer de interiores
Rosana Costa Guimarães
Confreira, socióloga, professora universitária e poetisa
Ednara Braga
Confreira, empresária e designer de interiores
Giselle Bassi Diniz
Confreira e empresária

Ângela de Castro Machado de Araújo
Confreira e empresária
Tânia Fenelon
Confreira, psicóloga e empresária
Glorinha Drummond
Confreira e empresária
Heloísa Chater
Confreira, odontóloga e empresária
Jussara Valente
Confreira e empresária
Tereza Rassi
Confreira e empresária
Maria Cristina Alves
Confreira e empresária
Henriqueta Issler Marsiaj
Confreira e endocrinologista

Pecados

Existem alguns equívocos que são imperdoáveis. Ednara Braga revela que os pecados do vinho são: degustar em taças inadequadas; segurar no bojo da taça; adicionar gelo; chacoalhar a garrafa; deixá-la muito tempo na posição vertical; e gelá-la no congelador. Para ela, um dos grandes segredos de conservação do aroma e do sabor. “As garrafas precisam ser colocadas em uma adega horizontal, sem trepidações, sem luz e umidade. A climatização deve estar entre 12 e 16 graus celsius.”

Para você não ficar perdido na hora de escolher um bom vinho, a Confraria do Bouquet preparou uma lista de alguns dos melhores:

Sol del Sol Chardonnay
(branco – Chile)
Marques de Casa Concha Merlot
(tinto seco – Chile)
Don Melchior Cabernet Sauvignon
(tinto – Chile)
Família Zuccardi Q Tempranillo
(tinto – Chile)

Santa Helena Late Harvest
(branco doce – vinho de sobremesa – Chile)
Taittinger Rose
(champanhe – França)
Quinta do Crasto
(tinto – Portugal)
Amarone Valpolicella
(tinto meio seco – Itália)
Sassoaloro
(tinto – Itália)
Salton Talento
(tinto seco – Brasil)
Amadeu
(espumante – Brasil)
Salton Evidence
(espumante seco – Brasil)

Onde comprar:
“Adega Santa Felicidade – (62) 3259-1643
“Casa Ouro – (62) 3259-1955
“Casa de Baco – (62) 3259-2108
“Expand Store – (62) 3091-3303
“Empório Piquiras – (62) 3515-0600
“Empório Sírio-Libanês – (62) 3241-0322

Livros
Se você deseja saber um pouco mais sobre vinhos, não perca as dicas de livros para incrementar a sua biblioteca:

“A Bíblia do Vinho, de Karen Macneil. A obra levou 10 anos para ser escrita e atende ao leitor, qualquer que seja seu nível de interesse e sofisticação. É totalmente ilustrada com mapas, fotografias, tabelas, rótulos de vinhos e centenas de textos explicativos, descrevendo detalhes históricos, fatos divertidos do vinho e lugares que você deve visitar. Para quem deseja ser um connaisseur, o livro é o elemento ideal para começar a aprofundar seus conhecimentos.

“O Guia de Vinhos Larousse, de Manoel Beato. Para leigos e enófilos, o guia conta com informações sobre: como escolher um bom vinho e compreender seu rótulo; vinhos bons, baratos e fáceis de encontrar no mercado brasileiro; a combinação com pratos (de entrada à sobremesa), inclusive da culinária brasileira; qual o copo mais adequado a cada tipo de vinho; os vinhos que devem ser consumidos imediatamente e os que devem ser guardados.

“Os Segredos do Vinho – Para Iniciantes e Iniciados, de José Amarante. Escrito por um dos maiores especialistas do País, oferece ao leitor todas as informações sobre a bebida dos deuses. Ensinando os passos básicos para comprar, armazenar e degustar os vinhos, a obra também traz dicas de harmonização, explica a produção de vinhos em detalhe e desvenda a preparação dos tintos, brancos, espumantes e rosados. Além disso, trata da história do vinho, disseca a arte da tanoaria (fabricação de barris) e traz informações sobre a produção e o consumo mundial da bebida. Z