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Como eu entrei nessa vida

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Eu já tinha ouvido falar disso em algum lugar. Deve ter sido em um site qualquer e não dei a menor bola. Sou adepto fiel daquela idéia de Paulo Francis de não ir desesperado atrás do novo, afinal de contas, se algo tiver realmente valor, irá passar pelo crivo de outras pessoas e vai chegar até mim. Não será preciso que eu me esforce e vá até o objeto – é só sentar no sofá que ele baterá na sua porta.

Pois então, foi dessa maneira que o tal do Second Life entrou em minha vida. Agora, na hora em que escrevo, o relógio do meu computador marca 19h51. Ops, acabou de virar para 19h52. Coloco o mouse em cima do relógio e aparece “quarta-feira, 21 de março de 2007”. Na última segunda, eu estava na Polícia Federal aguardando minha vez de ser atendido para fazer o passaporte. Por coincidência, encontrei minha tia que estava com a revista Época nas mãos. Na capa, o tal do Second Life.

Hoje, quarta-feira, estou com um documento de Word aberto e em branco. Tenho a missão de produzir um texto para a ZELO. Por que diabos deixo tudo para o dead line? Enquanto isso, meu computador baixa um programinha de 30 megas para o joguinho que é a febre do momento. Já preenchi um cadastro básico, escolhi meu nome (Kossa Klees) e você, caríssimo leitor, vai acompanhar meu nascimento da segunda vida.

Calma aí, vou ali instalar o programa que o download terminou.

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Start Second Life now?

Sim

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Unsupported video card (…) You can try to run Second Life, but it will probably crash or run very slowly. Try anyway?

Sim

Error

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Frustração. Muitas vezes, a vontade de compartilhar uma nova experiência tecnológica esbarra em problemas com a placa de vídeo ou coisa que valha. E o que é pior de tudo: você não faz a mínima idéia de como resolver. É uma pena, eu realmente queria poder compartilhar meu segundo nascimento com você, leitor. Mas, ao mesmo tempo que a tecnologia nos ajuda, também frustra alguns planos.

Eu até poderia simular que eu tinha entrado no programa, falar que achei tudo horrível, criticar de maneira desmedida o joguinho e causar uma polêmica. Eu até poderia… Mas meu espírito beat não me permite tamanha falcatrua com o texto. Aqui, você só vê a verdade.

Voltando ao Second Life, não procurei a assistência técnica para resolver meu problema. Não sei se me preocupo por não ter uma segunda vida, a virtual. Uma pena que o final do texto não teve ápice, não teve clímax, foi apenas uma tentativa frustrada de lidar com a informática. Como a vida real. Poucas coisas terminam como a gente planejou. E essas, normalmente, não têm a menor graça…

pablokossa@bol.com.br