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Ratos de Porão comemoram 25 anos do álbum Anarkophobia em Goiânia

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Ratos do Porão em ação! (Foto: Luís Henrique Dutra)

A banda Ratos de Porão comemorou 25 anos do disco Anarkophobia na 28ª edição do Monstro Rocks, realizado no Centro Cultural Martim Cererê. No último sábado (05/11), um dos álbuns mais furiosos da história do país contaminou a galera que bateu cabeça ao som metaleiro. Minutos antes de entrar no palco, o músico, repórter e apresentador João Gordo, falou brevemente à Zelo.

Para o vocalista, a sensação de estar em Goiânia é nostálgica. Ele já perdeu a conta de quantas vezes tocou na Capital, mas se lembra da primeira vez em que a banda Raimundos, ainda pouco conhecida, abriu o show do Ratos. “Eu gosto muito de Goiânia apesar do calor (risos). O público é grande e a receptividade sempre boa”, comenta.

Em meio à onda recente de manifestações, o álbum celebrado no show, mesmo com 25 anos de idade, exerce influência no posicionamento político dos jovens. Anarkophobia contém o ápice do sentimento anárquico de João Gordo na música “Morte Ao Rei”. “Nessa época do Anarkophobia tentei fazer um disco mais descompromissado nas letras do que no nome. Se você conferir as letras não tem muito teor político, mas algumas críticas à igreja. Coincide com esse momento do País, de ascensão da extrema direita, todo mundo louco, meio doente e com o lance da internet ainda…”, explica. Para o show, o músico tocou o disco “de cabo à rabo” e depois, claro, alguns clássicos.

João Gordo, vegetariano há 14 anos, tem um canal no Youtube onde faz receitas enquanto bate um papo com outros artistas, como Dinho Ouro Preto, Hermes e Renato, Mc Guime e Miranda. Bem querido na cena hip-hop nacional, o músico trouxe para o Panelaço nomes de peso. Mv Bill, Mano Brown, Dexter, Black Alien, RZO, Thaíde e Criolo contaram um pouco da sua história e comeram comida vegana com Gordo. “Tenho amizade com todos eles. Era amigo do Sabotage, fui convidado pra festa de lançamento do álbum que só 120 amigos foram chamados. Então tenho um certo orgulho de estar nessa banca que é muito difícil de entrar”, conta.

Questionado sobre os planos para o futuro, João Gordo diz que tem um projeto para fazer, mas que ainda não é hora de falar. Por fim ressalta: “Quero ser avô!”