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Geraldo Azevedo: "Sou um eterno aprendiz!"

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(Foto: Marcos Cardoso)

Em um “Encontro Inesquecível”, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo se uniram mais uma vez no palco para cantar músicas que marcaram gerações, desta vez no Flamboyant In Concert, que desde o mês de março traz artistas ilustres à Capital. A Zelo foi conferir a apresentação de atmosfera incrível, com uma empolgação inigualável do público, que dançou, se emocionou e pediu “mais uma”.

E para relatar o sentimento de se apresentar com uma parceira de longa data, o compositor Geraldo Azevedo concedeu uma entrevista para a revista durante seu intervalo no decorrer do concerto. Enquanto Elba Ramalho interpretava com ternura a canção “De Volta Pro Aconchego”, Geraldo comentou sobre sua relação fraterna com a cantora, os planos futuros na música, influências e a respeito da capital goiana.

ZELO – Você está completando 50 anos de carreira com muito sucesso, parcerias e composições lindas! Como é celebrar 40 anos com a Elba Ramalho?

Geraldo – Estar com a Elba em qualquer tempo é muito bom! A gente tem uma parceria maravilhosa! Com muita harmonia, amor e uma amizade muito grande. Temos uma ligação, vamos dizer, uma cumplicidade artística e de vida. Desde que conheci Elba fazendo teatro, a puxei para a música e fiz o seu primeiro disco e canção pra ela cantar. Tenho muito orgulho dela na minha vida, e temos muito orgulho um do outro. Elba é a maior intérprete da minha carreira. Tem até histórias engraçadas… Em alguns lugares que não sou muito conhecido, fui fazer um show e no final veio um cara muito emocionado dizendo “Rapaz, o seu show é muito bom!” e depois perguntou: “Por quê você canta tanta música de Elba ramalho?”. Então respondi para ele assim: “Ela é minha ídola!”. Não falei que as músicas eram minhas, né? (risos). Então esse encontro, essa celebração de 40 anos da nossa carreira, da nossa amizade, é algo que vai ser celebrado eternamente, pois nunca tivemos desentendimento e sempre uma harmonia. Às vezes, passamos muito tempo sem nos ver, porque a vida nos leva pra lugares diferentes, mas quando nos encontramos, nos entendemos totalmente.

ZELO – Como é estar em Goiânia, tocar na capital?

Geraldo – Eu estive aqui mês passado, com o show “Cantoria”! Goiânia é um lugar muito marcante na minha vida, porque as coisas que realizei aqui deram muito certo. A música “Canção da despedida” começou a ser feita aqui. Sempre sou muito bem recebido. O público entende o meu trabalho e tem uma interação muito grande. Fico muito feliz quando venho a Goiânia.

ZELO – Quais seus planos futuros para a música? Pretende renovar suas influências?

Geraldo – Olha, estou com muitas canções novas, e louco para gravar um disco. Já tenho até o título! Porque meu nome é Geraldo Azevedo de Amorim, e o disco chamará Geraldo Azevedo de Amorim, enfatizando o amor. Tenho um DVD para fazer de frevo, pois faço muitos carnavais lá em Recife. E a gente tem sonhado também em fazer do show comigo e Elba, porque é um show que está na minha carreira há muito tempo. E o DVD da turnê do “Grande Encontro!, que será gravado nos dias 6 e 7 de outubro, lá em São Paulo.

ZELO – Qual música marca a sua relação com a Elba?

Geraldo – São várias! “Canta coração”, “Chorando e cantando” ela gravou, “Canção da despedida” também gravou… Elba gravou muita música minha, todas elas marcaram muito nossa identidade. A que eu prefiro, a mais bonita que ela fez de mim, é “Chorando e cantando’.

ZELO – Vocês cantaram músicas do grande Gonzagão, além do ilustre compositor, quais outras influências estão presentes na sua história?

Geraldo – Já cantamos duas músicas do Gonzagão e vamos cantar outra no final. Gonzagão sempre fará parte do nosso repertório, mas a Elba é muito mais forrozeira do que eu, e não vai largar nunca o Gonzagão que é um mentor na história do forró. Pra mim é uma influência muito grande como compositor, ele influenciou todos os brasileiros e principalmente os nordestinos. Também sou muito fã do Dorival Caymme, Tom Jobim, Jackson do Pandeiro… E também gente da minha geração, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Chico Buarque… Essas pessoas são referências pra gente fazer coisas através deles. Eu sou um eterno aprendiz!