Espetáculo de dança “A Trança Perdida” estreia em Goiânia, no Centro Cultural da UFG

A artista Anna Behatriz Azevêdo apresenta, nos dias 5 e 6 de abril, o solo de dança “A Trança Perdida”; a entrada é gratuita
A Trança Perdida
Com entrada gratuita, espetáculo acontece no Centro Cultural da UFG. (Foto: Divulgação/Jayme Marques)

A apresentação retrata uma trança como protagonista de uma história, a potencializar questões sobre significados do cabelo na cabeça e fora dela. Ou ainda, o motivo de guardarmos o cabelo, após cortarmos. A trança perdida por muitos anos reaparece como força que fricciona imagens, dança, falas e escritas. Com entrada gratuita, espetáculo acontece nos dias 05 e 06 de abril, no Centro Cultural da UFG, às 20h. 

O solo de dança “A Trança Perdida”, criado e interpretado pela artista Anna Behatriz Azevêdo possui o apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Goiânia. Os ingressos podem ser retirados um pouco antes do início do espetáculo.

O trabalho é uma produção de memórias, percepções e sensações a partir da fotografia da mãe da artista. Através da pesquisa poética e teórica, desenvolvida entre os anos de 2016 e 2018 foi escrito um ensaio.  Após, o livro, “Reflexões sobre o absurdo: o corpo-cabelo e seus objetos de (in) definição”, publicado pela Editora Ape’ku do Rio de Janeiro.

Apresentação

No solo de dança “A Trança Perdida”, os tempos se entrecruzam. A memória de um momento de afeto vivenciado pela artista quando pequena é atualizada. O gesto de manejar os cabelos das crianças para catar lêndeas e piolhos, memória deflagradora de imaginações. A artista criança escuta o assunto de uma trança, um pedaço do cabelo da sua mãe, cortado quando ela tinha 12 anos (1967), guardado e esquecido por muito tempo em algum lugar.

Segundo Anna Behatriz, no espetáculo, a memória se torna estados de corpo, assim, não importa o apego ao passado, mas o que dele pode constituir por meio de sensações e percepções. “Dançar memórias é um modo de atualizá-las no espaço e tempo, e fazê-las serem presentes no contexto do hoje, dando um novo sentido”, completa.

Trançar, cortar, guardar, catar, compor, separar, interromper, estourar, vertiginar, eclodir serão ações articuladas como deflagradoras da dramaturgia da obra. “Desejo que o público possa perceber, que o que vivemos na dimensão do singelo da ordem do dia, do cotidiano, possa ter força a ponto de pensarmos nas nossas próprias existências. Como elas podem ser afetadas por memórias e pelo tempo presente”, finaliza Anna Behatriz.

A Trança Perdida
Espetáculo aborda sobre relação com o cabelo e seus significados. (Foto: Divulgação/Jayme Marques)

Oficina gratuita

A oficina “Entre Fios e Memórias” ocorre no dia 10 de abril, das 9h até às 12h, na sala de dança do Centro Cultural da UFG. São 30 vagas e os interessados podem se inscrever neste link. O objetivo da oficina é desenvolver estados de corpo através de qualidades de movimento, que se articulam por situações como: repouso, limite e intensidade.

A atividade é voltada para pessoas que se interessam por práticas de corpo, estudantes, artistas (artes visuais/artes cênicas), professores e curiosos. A atividade é gratuita e é para maiores de 18 anos.

Serviço: Espetáculo de dança “A Trança Perdida” estreia em Goiânia 

Quando: quarta-feira (05/04) e quinta-feira (06/04)
Horário: 20h
Onde: CCUFG, – Av. Universitária, 1.533, Setor Universitário, Goiânia (GO)
Entrada franca

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