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Alerta para cuidados com o coração de cães e gatos durante o Setembro Vermelho

No mês da conscientização dos cuidados com problemas cardíacos, pets também podem apresentar sinais de enfermidades que afetam o coração
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Setembro vermelho
O objetivo da campanha Setembro Vermelho é alertar os donos dos pets sobre a prevenção e o tratamento das doenças cardíacas. Na foto, gata Catarina, por Ângela Motta

Não são apenas os humanos que sofrem com doenças do coração. Cães e gatos também podem apresentar uma série de problemas cardíacos. Aproveitando que o mês de setembro é destinado à saúde do coração humano.

Assim como os seres humanos, os animais de estimação também precisam de cuidados e prevenção de doenças cardíacas. Algumas raças de cães e gatos têm características genéticas mais propensas ao desenvolvimento de doenças cardíacas, mas o avanço da idade é um fator que potencializa o risco de maneira geral, assim como a obesidade animal.

O melhor tratamento é a prevenção e a atenção. E, para manter a saúde do seu pet em dia, é importante realizar check-ups cardíacos periódicos, pois a chance de cura e o sucesso no tratamento são maiores quando as doenças são diagnosticadas no início. “Estima-se que 10% de todos os cães que são apresentados para um atendimento clínico apresentam alteração cardíaca. A doença cardíaca mais comum é a degeneração mixomatosa da válvula mitral, que surge justamente quando os bichinhos vão ganhando mais idade. Esta condição é mais comum em cães de pequeno porte, geralmente a partir dos 7 anos de idade”, explica a cardiologista veterinária da equipe de cardiologia da Petz/Seres, Dra. Caroline da Silva Freire.

A doença é um tipo de degeneração adquirida da valva que separa o átrio do ventrículo no lado esquerdo do coração, permitindo assim que uma parte do sangue faça o caminho inverso gerando uma sobrecarga de volume que, na dependência de sua evolução, pode ameaçar a vida de seu pet.

“No gato, por sua vez, são mais comuns as doenças relacionadas ao músculo cardíaco, sendo chamadas de cardiomiopatias. Dentre elas a mais prevalente é a cardiomiopatia hipertrófica, presente em cerca de 15% da população felina. Esta é uma condição em que as paredes do ventrículo se tornam mais espessas podendo, na dependência de sua gravidade, prejudicar o funcionamento adequado do coração levando a sérias consequências”, complementa Dra. Caroline.

É importante lembrar que nem sempre seu pet dará indícios de que apresenta alguma alteração cardíaca até uma fase mais avançada da doença, o que eleva ainda mais a importância da visita periódica a um médico veterinário de confiança para a realização de um adequado exame físico.

Este exame compreende ausculta cardiopulmonar, para verificação da presença de sopro, e realização de checkup completo com exames complementares – incluindo o ecocardiograma, eletrocardiograma e mensuração de pressão arterial. Todas essas avaliações podem ser feitas no Centro Veterinário Seres.

Atenção aos sintomas

Detectar problemas cardíacos nos pets para quem não é especialista pode parecer difícil. Mas basta aos tutores ficarem atentos a alguns sintomas que podem indicar um distúrbio antes que seja tarde.

Dentre os sinais clínicos mais comumente observados estão a tosse, cansaço fácil ou intolerância ao exercício, dificuldade respiratória, alteração na coloração de língua, tornando-se mais arroxeada/ azulada (cianose), desmaios e aumento de volume abdominal devido acúmulo de líquido.

Caso o animal apresente qualquer um dos sinais clínicos descritos acima é necessário buscar um serviço de atendimento médico veterinário para que seja feito o diagnóstico imediato do problema e início do tratamento adequado com o especialista.

Alterações como a dificuldade respiratória e alteração de coloração de língua são consideradas emergência e, portanto, é necessário buscar serviço de atendimento 24 horas para estabilização do seu pet.

Muitas destas doenças em fases iniciais tendem ser assintomáticas ao animal, retardando o diagnóstico e adequado tratamento.

“Em gatos, a questão de exames e checkups é particularmente importante, pois nem todos os felinos domésticos com alterações cardíacas apresentarão sequer sopro. Em cães, a tosse é a causa mais comum da busca por atendimento veterinário com cardiologista”, alerta a Dra. Caroline.