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Tendência mundial, novas centralidades ganham força em Goiânia

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Os diretores do Grupo Toctao, Alan de Alvarenga e Geraldo Magela com a arquiteta Miriam Gonçalves e o diretor da Broadway Malyan, James Rayner (Foto: Luciana Lombardi)

O mundo vive crescimento exponencial, tanto populacional quanto no fluxo de atividades das pessoas. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam que até 2050, a população mundial chegará a 9,7 bilhões de pessoas, e até 2100 serão 11,2 bilhões. Para comportar este crescimento, são necessárias soluções inovadoras no desenvolvimento urbanístico para promover a expansão urbana sustentável. Ao redor do mundo, muitas cidades estão experimentando o fenômeno da criação de diversas “centralidades”.

Presente em Goiânia no dia 14 de março, o arquiteto James Rayner, diretor da área de Urbanismo e Planejamento da Boradway Malyan, empresa reconhecida mundialmente pelo desenvolvimento de projetos que transformam e requalificam espaços urbanos pelo mundo, participou da apresentação das diretrizes do primeiro projeto de urbanização na região Sudeste da Capital, a antiga Fazenda Gameleira, que resultará em uma nova centralidade.

Maurício Menezes, Joyce Furtado, Bruno Menezes, Laís Paiva, Vitor Marques e Rafael Roriz (Foto: Luciana Lombardi)

Ainda que a taxa de natalidade esteja caindo, o Brasil, o que inclui Goiânia, não foge à essa tendência de crescimento. Até 2050, o País chegará a 240 milhões de habitantes, e o eixo Goiânia e Brasília será um dos terão crescimento. A projeção da Organização das Nações Unidas (ONU) é que Goiânia atinja 3,1 milhões de habitantes até 2035.

De acordo com Rayner, o desenvolvimento de centralidades focadas na oferta de serviços essenciais aos cidadãos, como comércio, serviços públicos, lazer, saúde e educação, surge em diversas cidades no mundo como solução das questões de mobilidade, facilidade e ganho de tempo, mas, agora, se percebe que as centralidades vêm se tornando mundialmente uma questão de saúde pública porque estimulam hábitos saudáveis.

Foto: Divulgação/Luciana Lombardi)

“Pesquisas inglesas já comprovam que a exercícios diários por 20 minutos, como uma caminhada, já reduzem o índice de doenças como diabetes, depressão, doenças cardíacas, câncer e até suicídio em taxas que variam de 20 a 50%, e as centralidades passaram a ter um papel importante nos grandes centros na medida em que estimulam hábitos saudáveis como o caminhar ou percorrer um trajeto de bike”, explica o arquiteto.

Foto: Divulgação/Luciana Lombardi

Embora não tenham sido planejados, a região metropolitana de Goiânia já possui algumas centralidades que já alteram o fluxo urbano. As regiões do Shopping Flamboyant, do Goiânia Shopping, do Passeio das Águas Shopping e do Parque Lozandes, são regiões tiveram seu crescimento extremamente estimulados após a implantação de importantes pontos de comércio e serviços, transformando as respectivas áreas em polos atrativos para moradia, negócios e educação, conforme suas vocações.

Foto: Divugação/Luciana Lombardi)

Na contramão do crescimento das cidades, em que as relações tornam-se mais impessoais, as centralidades criam comunidades com sentimento de pertencimento, lugares com maior presença de natureza, segurança, com segurança e conectada. “Esses são os princípios das cidades ‘policêntricas’, que se espalham pelo mundo como uma solução para o adensamento urbano. Mesmo cidades antes projetadas com apenas um núcleo central, como Goiânia, estão rapidamente evoluindo para este modelo”.