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Parcelas de financiamento da casa própria estão mais baratas que aluguel

Valor da parcela pode ficar igual ou, , em média, até 30% menor que preço do aluguel, desde empreendimentos econômicos até de altíssimo luxo
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(Foto: Shutterstock)

Está cada vez mais fácil adquirir imóveis, seja para realizar o sonho da casa própria ou para investir e ganhar uma graninha extra. Com a taxa de juros a 2% ao ano, a mais baixa da história do Banco Central, as instituições financeiras têm facilitado e desburocratizado os financiamentos imobiliários com parcelas que cabem no bolso do cliente, mais baratas até mesmo que um aluguel.

Com um crescimento de 58% em 2020, os financiamentos para aquisição e construção de imóveis com recursos da poupança atingiram R$ 124 bilhões, superando o recorde histórico de R$ 112,9 bilhões, de 2014, – período do boom do setor. Foram financiadas com esses recursos 426,8 mil unidades, uma alta de 43,2% em relação a 2019, segundo dados da Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Em Goiás, a estimativa é que a venda de imóveis tenha crescido em torno de 30% em 2020, prevê o diretor de Marketing, Comunicação e Eventos da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), Marcelo Moreira. “Diante desta nova realidade da taxa básica de juros baixa, os bancos estão facilitando muito o financiamento imobiliário, o que acabou reduzindo e muito as parcelas dos financiamentos. Hoje, praticamente em todas as faixas de preços desde apartamentos econômicos até de altíssimo padrão, as parcelas estão menores que o aluguel, inclusive do mesmo empreendimento”, calcula.

Nas simulações realizadas por Marcelo, o valor da parcela ficou, em média, de 20% a 30% mais baixa do que o aluguel encontrado naquele empreendimento. “Se comparados os valores de compra e de locação no mesmo entendimento, já valeu a pena. Isso sem contar que, ao adquirir um imóvel, o cliente vai pagar o que é dele, uma espécie de poupança, e que um dia vai quitar o valor. No aluguel, o dinheiro vai direto para o proprietário”, compara.

O empresário Rodrigo Teixeira dos Reis afirma que as condições facilitadas de financiamento imobiliário o estimularam a realizar a aquisição de imóvel para investir, no último ano, e mais recentemente, já em 2021, para morar. Ele conta que ficou noivo e fez uma busca por apartamento para viver em família, tendo em vista que as baixas taxas de financiamento se mostraram mais atraentes do que o valor de aluguel, por exemplo. “Esse comparativo me mostrou novos horizontes, me fez perceber que eu poderia fazer esse investimento de maneira mais prática e econômica”, diz.

“O cenário de flexibilização, com as taxas de juros menores por parte das instituições financeiras, por si só é um atrativo enorme para a aquisição de imóveis nesse momento. E, do mesmo modo, existe uma flexibilização por parte dos incorporadores, que com imóveis mais baratos e a oferta de melhor custo-benefício, garantem parcelas consequentemente mais acessíveis ao consumidor”, afirma Ademar Moura, gerente de marketing e comercial da EBM Desenvolvimento Imobiliário. O executivo ainda complementa que esse movimento de redução do valor final do apartamento visa manter o mercado aquecido e impulsionado.

Outro ponto favorável da aquisição de um imóvel é a liberdade de fazer uma reforma, decorar, trocar a cor de uma parede ou o piso e fazer uma reforma de armários, customizar do jeito que quiser. Na locação, tudo é limitado. “Ele fator da personalização tirou muita gente aí da zona de conforto, que estava pagando aluguel, decidiu fazer contas a percebeu que fazia mais sentido comprar a casa própria”, destaca o diretor da Ademi-GO.

A indicação de aquisição de um imóvel também é válida para pequenos investidores, recomenda Marcelo. O investidor pequeno, considerado aquele que deseja comprar apenas um imóvel, possui recursos para pagar apenas parte do imóvel. A dica é financiar, alugar essa propriedade para terceiro e o valor da locação vai ajudar a pagar a parcela do financiamento.  “Ele terá que pagar uma parte, de qualquer forma, mas essa parcela vai estar baixa. O aluguel vai auxiliar no pagamento e, às vezes, até sobra essa diferença. Então, até para o investidor faz sentido hoje financiar e, depois, com os rendimentos, ir pagando essas parcelas”, explica.

Primeiro passo

A orientação básica para quem quer comprar um imóvel agora é realizar simulações em todos os bancos, tanto nos tradicionais quanto nas novas instituições financeiras que estão entrando no mercado de financiamento imobiliário, em busca da melhor taxa de juros. Manter um bom relacionamento com o banco, receber salário nesta instituição, fazer movimentações e ter serviços contratados, destaca o diretor da Ademi-GO, são fatores que colaboram para uma negociação de redução da taxa.

Os bancos também oferecem novas modalidades de indexador do financiamento imobiliário, como é o caso do IPCA e dos juros fixos, que também ajudaram a reduzir a parcela.  “Neste caso, por exemplo, o IPCA transforma a parcela mais baixa e é possível financiar em mais vezes, cabendo aí na renda familiar”, observa Marcelo. A recomendação principal é comprometer até 30% da renda familiar com a parcela do financiamento. “Se essa parcela for mais baixa, uma família com renda menor pode adquirir um imóvel maior ou o mesmo imóvel que antes não compraria. A redução da parcela permitiu que rendas menores entrassem no mercado”, complementa.

Um caminho que pode ajudar o futuro comprador é procurar por boas incorporadoras no mercado e que sejam associadas da Ademi-GO, pois oferecem bons produtos a preços competitivos e bom relacionamento com os banco, o que pode, no final das contas, facilitar na contratação do financiamento imobiliário.