Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no twitter
Compartilhar no facebook
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Natureza sensorial

Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp

A paz e a mansidão da natureza são os nortes principais na concepção do Banheiro Sensorial da Casa Cor 2015. A dupla Fabíola Naoum e Wilker Godoi resgatou sensações inatas e mesclou-as a itens tecnológicos em seu projeto. O resultado é uma atmosfera de contemplação e descanso, na qual o lirismo ganhou uma releitura e os sentidos são aflorados.

Mix de madeira, mármore e referências da natureza levam o visitante para uma atmosfera de contemplação e descanso no banheiro sensorial da Casa Cor Goiás

De longe, o visitante tem sua atenção roubada por uma peça, no mínimo, inusitada. “Uma imponente fachada com portas pivotantes em muxarabi de madeira”, explicam os profissionais. De origem árabe, o muxarabi é originalmente um muro de concreto em forma de arabesco, responsável por filtrar a luz. É utilizado para proteger as mulheres da visão dos homens e também posicionado na entrada dos templos para deixar livre a “luz da alma”. 

Predominantemente em madeira, o muxarabi nada mais é do que um fechamento em forma de treliça. “Suas principais funções são permitir ventilação e iluminação, bloqueando o calor. E, ainda, isolar os ambientes internos da visão dos transeuntes, permitindo a quem está dentro deles uma visão do lado externo, protegendo sua intimidade”, destaca Naoum. Além do elemento, a madeira aparece ripada, no painel ao redor das cabines privativas do espaço. O som da água, que escorre pela ducha e pelas cascatas, ganha o status de elemento vivo e, somado ao verde da vegetação, constitui uma atmosfera sinestésica. Além da madeira, o mármore está em evidência no ambiente. Ele surge nas bancadas com polimento vintage, em forma de mosaico nas paredes, no rodapé do interior das cabines privativas e em um banco coberto com futons.

Fachada com portas pivotantes em muxarabi é destaque no ambiente

Com vista para o jardim vertical, as cabines são revestidas com papel de parede preto e arabescos. Também são voltadas para o espelho d’água e as cascatas. “A água que escorre pela ducha e pelas cascatas é sempre a mesma, que retorna do espelho d’água com o uso de uma bomba”, revelam. Escolhidas com cuidado, as plantas utilizadas são espécies próprias para a sombra, como orquídeas, jiboias, antúrios, samambaias e aspargos. Recorrentes no banheiro, os espelhos estão inseridos e revestem toda a parede do fundo e nos lavatórios como magic mirrors. Toda em LED, a iluminação reafirma a preocupação dos arquitetos com a sustentabilidade. O ambiente é equipado, ainda, com interruptores USB, para que os visitantes possam carregar seus celulares. Os arquitetos chamam a atenção para a contraposição dos elementos naturais com o requinte dos detalhes em dourado e dos itens tecnológicos. Entrar no espaço é como receber um abraço da natureza.

Dupla de arquitetos mesclou natureza e tecnologia para promover experiência sensorial