LIFESTYLE - 21/04/2016

Toque exclusivo e pessoal

Em seu apartamento duplex, no Setor Bueno, Sônia Pinheiro recebe a Zelo para falar sobre a família e suas paixões



Alice Galvão

Entrar na casa de Sônia pinheiro é para poucos. Em seu closet então, nem se fala! Mas a Zelo esteve lá, para conversar com esta mulher forte, carinhosa e radiante. “Este é meu mundo. É aqui que escuto minha música, leio meus livros, faço minhas orações e às vezes choro sozinha”, revela a socialite, que não nega o rótulo e se orgulha das opções que fez ao longo da vida.

Acompanhada por Luciano, maquiador do Studio Y, que ainda fazia os últimos retoques quando chegamos, Sônia nos recebeu produzidíssima. “Eu gosto de exclusividade e, como tenho toda a estrutura, prefiro fazer minha produção aqui do que ir ao salão”, explica, sentada em frente a um enorme espelho de camarim, nos olhando pelo reflexo.

Em meio a uma infinidade de sapatos e cintos, as peças que mais se destacam são as que ela traz de suas inúmeras viagens. Sobre uma das prateleiras, uma bolsa-joia da Bvlgari, um cinto exclusivo da Hermès e a bolsa Dolce & Gabbana chamam a atenção. “Gosto de peças que têm toque exclusivo, coisas diferentes, que pouca gente tem. Já que eu estou viajando, quero trazer algo que não é facilmente encontrado aqui”, conta.

No closet, um santuário divide espaço com peças de grife, perfumes e lenços. Além dos ícones religiosos, sobre o móvel também há um pingente em forma de coração, do início de seu namoro com o empresário edmo pinheiro, além de uma caixa com cartas de amor e amizade. O casal tem 33 anos de história. Sônia contabiliza sete anos e oito meses de namoro e 25 anos de casamento. “Nós somos muito companheiros. Sem o Edmo, eu não consigo me enxergar”, revela.

Conjunto de louças arrematadas em leilão antes do casamento

Todos os ambientes do duplex, que fica no Setor Bueno e onde vivem também seus dois filhos, estão repletos de quadros sacros, fotos de família, objetos de valor afetivo e antiguidades. Um quadro cusquenho (arte originária em Cuzco/Peru) chama a atenção no hall de entrada e, na estante, as louças antigas arrematadas em leilão antes do casamento. As peças dividem espaço com poteiros e um Siron, que Sônia ganhou quando seu primeiro filho nasceu.

Amante confessa dos vinhos, ela tem uma adega recheada de rótulos com dedicatórias dos amigos. “Este vinho a gente ganhou ano passado, em Viena, da Cláudia e do Ivo Roveda. Foi presente de aniversário de casamento”, explica Sônia, empunhando o italiano Saffredi. Sônia também compra muitos vinhos e para onde vai leva uma de suas maletinhas. Os chilenos Cabo de Hornos e Dom Melchor, além do português Crasto, fazem parte do seu rol de prediletos. “Recentemente aprendi a tomar vinho branco, durante um almoço com Adriana Panarello. Experimentei e gostei”, confessa, mostrando o rótulo do lusitano Pêra-manca.

“Comer, rezar e amar, assim como no livro, parecem ser atualmente o meu lema”, brinca Sônia. E por falar em literatura, sua cabeceira tem títulos como ‘Conversando com deus’ (Neale Donald Walsch), ‘É tudo tão simples’ (Danuza Leão), ‘Quem ama não adoece’ (Marco Aurélio Dias da Silva), ‘Os prazeres da alma’ (Francisco do Espírito Santo Neto), ‘Eu sei que vou te amar’ (Arnaldo Jabor) e ‘Eric Clapton – a autobiografia’.

Mas Sir Eric Clapton não figura apenas no livro que Sônia nos mostrou. O cantor e compositor é um de seus artistas preferidos. A música é parte importante da vida dela e está onipresente na casa. Durante nossa entrevista, por exemplo, soavam ao fundo os clássicos de Elvis Presley. “Para renovar os votos do meu casamento, quero essa música como tema”, interrompe a conversa, chamando a atenção para “Always on my mind”.

Quadro de pintura cusquenha é destaque no hall de entrada

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