LIFESTYLE - 21/04/2016

Significados de Mônica Quinan

Arte e memórias são parte do universo da psicóloga, que superou uma fase difícil e agora abre seu consultório com exclusividade para a Zelo



Alice Galvão

Em meio a um universo de livros, bibelôs, brinquedos, obras de arte e peças assinadas de mobiliário, encontramos uma Mônica Quinan iluminada, disposta a abrir seu consultório e nos mostrar um pouco da decoração e lifestyle de uma das mulheres mais belas e influentes da sociedade goiana. Recém-recuperada de uma cirurgia para retirar um nódulo na parótida, a anfitriã conversou animadamente conosco, como se nada tivesse acontecido. Seu rosto continua impecável, diga-se de passagem. “Eu corria o risco de ficar com uma enorme cicatriz em forma de Y no rosto e paralisia facial, mas a cirurgia foi um sucesso e a cicatriz foi mínima”, revela feliz.

A sofisticada sala comercial, que fica no 12º andar do Aton Business Style, no Setor Oeste, é perfumada e tem itens de decoração trazidos de sua antiga casa. “Eu fiz uma reforma no consultório, que coincidiu com a minha mudança. Foi quando a minha casa virou a Casa Cor do ano passado (2012)”, relata Mônica. Para ela, as palavras que melhor definem o ambiente são empatia e acolhimento, pois, em sua composição, a vontade de fazer com que as pessoas se sentissem em casa prevaleceu. Além disso, Mônica revela ter trazido para o trabalho objetos de grande valor sentimental. “Quando fui escolher as peças de casa que ia trazer para cá, pensei em coisas que eu queria que ficassem perto de mim”, diz mostrando alguns de seus itens preferidos.

Na sala de espera, um dos destaques vai para o aparador assinado pela designer Jaqueline Terpins. Mas a melhor história é a da mandala by Benjamin, feita com folhas de ouro, que fica na parede da entrada. Esta peça ficava na sala da casa de Mônica, em frente à famosa porta Zanine Caldas. Dentro do consultório, uma gravura de Siron Franco marca o primeiro presente dado pelo namorado, o empresário e marchand Luiz Otávio Dumont, que ela conta ter conhecido em um leilão de artes. Não é à toa que a peça fica ao lado de outro presente de Luiz: uma tela assinada por Marcelo Solá, com a declaração “Mônica Mon Amour”.

Na estante, em meio aos livros, duas peças chamam a atenção. Uma caixinha de madeira by Júlio Pechman, recheada de conchinhas trazidas da viagem de lua de mel que a terapeuta fez com seu ex-marido Paulo Quinan, pai de seus três filhos, e as “perninhas” de Pietrina Checcacci, arrematadas por Paulo em um leilão. “Esta peça foi extremamente disputada e eu achei que a tivesse perdido, depois descobri que o Paulo a havia comprado para mim”, conta com carinho.

Projetado por Genésio Maranhão, o ambiente exala arte e significados, além de fazer parte de uma fase “colorida” da vida de Mônica. “Teve uma fase da minha vida em que tudo estava meio cinza. Eu abria uma parte do closet e só via roupas pretas... e os móveis em cores pastel”, ilustra. Muito diferente dos tons solares que encontramos no cenário da Mônica de hoje, adepta de móveis alaranjados, vermelhos e amarelos.

Terapeuta sistêmica, Mônica trabalha com EMDR e psicodrama e tem dezenas de bonequinhos de Playmobil, todos muito estilosos. “Eu não gosto muito de nada que seja banal. Gosto que as coisas tenham significado”, explica. Prova disso é o belíssimo violão Takamine, frequentador assíduo do consultório, que serve como ferramenta para terapia e também como hobby. Sim, ela toca e canta bossa nova!

Tela de Siron Franco entre as peças preferidas da psicóloga

Bonecos playmobil usados para aplicação de terapia sistêmica

Escultura de Pietrina Checcacci

 

Matéria publicada na 26ª edição da Revista Zelo

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