GASTRONOMIA - 17/09/2019

Setembro Amarelo: 7 alimentos que ajudam no combate à depressão

Campanha conscientiza sobre a prevenção do suicídio. Tratamento da depressão está ligado com acompanhamento médico e boa alimentação


Foto: Reprodução/StockSnap/Pixabay

Mesmo em um tempo com a facilidade de encontrar informações, falar sobre suicídio ainda é considerado tabu. Durante todo o ano, campanhas pelo Brasil visam levar às pessoas mais dados, ajuda e também quebrar os preconceitos que ainda existem. Nesse ponto, o mês de setembro é especial. Criado em 2015, o Setembro Amarelo funciona como uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, com escolas, universidades, entidades do setor público e privado, e a população em geral se envolvendo no movimento.

Existe várias doenças que podem levar uma pessoa a cometer suicídio, sendo uma delas a depressão. Considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o "Mal do Século", a doença, que atinge pessoas de qualquer idade, sexo ou classe social, apresenta sintomas de tristeza profunda, desânimo, baixa autoestima, perda do prazer, entre outros. A ajuda está no tratamento médico e psicológico, além de uma boa alimentação.

Elencados pelo médico nutrólogo Alexander Gomes de Azevedo, abaixo você confere os principais alimentos que ativam os neurotransmissores da felicidade, responsáveis pelo bom humor e sensação de bem-estar. Lembramos que, caso precise de ajuda, acione o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo site ou pelos números 188 e 141. O CVV promove o apoio emocional e a prevenção do suicídio de forma voluntária e gratuita. 

Proteínas

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Alimentos como carnes, ovos e leites (e derivados) possuem grandes quantidades de triptofano, um aminoácido que atua na formação da serotonina.

Aveia

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É fonte de triptofano, contém selênio que é considerado um mineral que colabora para a produção de energia. Os carboidratos também presentes no alimento elevam os níveis de insulina e facilitam a absorção de triptofano.

Banana

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Fonte de carboidratos que estimulam a produção de serotonina, ela contém vitamina B6, importante na condução dos impulsos nervosos e na prevenção da ansiedade e irritação.

Oleaginosas

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Alimentos como nozes, castanhas e amêndoas são fontes dos minerais magnésio, cobre e selênio, que reduzem o estresse e melhoram a memória.

Pimenta

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A capsaicina é o princípio ativo da pimenta que causa a ardência. Ela estimula o cérebro a produzir mais endorfina, hormônio responsável pela sensação de euforia e redução do estresse.

Chocolate

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É um dos produtos que tem o poder de causar sensação de prazer. Isso acontece porque a versão amarga (que possui pelo menos 70% de cacau na composição) é fonte de triptofano e ainda possui teobromina, um alcaloide da família da cafeína que tem efeito estimulante.

O triptofano é um componente químico que estimula a serotonina, um hormônio ligado à sensação de prazer e bem-estar. Portanto, o consumo de chocolate aumenta a produção de serotonina e faz aumentar a sensação de felicidade.

Mel

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A serotonina é produzida no intestino e o mel é um importante regenerador da microflora intestinal.

Azevedo explica ainda que, quem sofre de depressão, deve evitar alimentos que aumentam as oscilações de humor, como bebidas alcoólicas, fast food, refrigerantes e alimentos ricos em gorduras e açúcares, como frituras, doces e sobremesas. “Eles provocam alterações bruscas no nível de açúcar no sangue, levando a mudanças na produção de hormônios no corpo e ao aumento do peso, fatores que aumentam as chances de ter e de piorar a depressão”, detalha.

Dietas “zero carbo” ou com níveis muitos baixos de carboidratos também podem agravar ou até causar quadros de depressão, de acordo com o nutrólogo. “O carboidrato é importante na vida de qualquer indivíduo. Além de ser nossa principal fonte de energia, ajuda o cérebro a produzir uma substância chamada serotonina. A sua falta pode causar alterações de humor, chegando até a depressão. A ausência de carboidratos na dieta pode levar a uma piora no quadro”.

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