CULTURA - 03/12/2019

Seis pessoas inspiradoras para o Dia Internacional do Deficiente Físico

Criada pela ONU, data visa sensibilizar as pessoas para os desafios enfrentados por quem possui alguma limitação física e motora



Victor Lisita

Maria da Penha (Foto: Reprodução/Jarbas Oliveira)

Não é apenas de Natal e Ano Novo que se faz o último mês do ano! Sabia que o 03 de dezembro é lembrado como o Dia Internacional do Deficiente Físico desde 1992? Promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), a data propõe sensibilizar a população para todos os desafios enfrentados por quem possui algum tipo de limitação motora e física. Para termos uma noção, somente no Brasil, 45,6 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência, como apontou o último censo do IBGE.

Sem se limitar ao dia de hoje, devemos sempre buscar a compreensão de todos os assuntos relacionados à deficiência, como forma de mobilizar a defesa dos direitos, dignidade, acessibilidade e qualidade de vida das pessoas! Como exemplos de inspiração, a Zelo preparou uma listinha com 5 pessoas que venceram restrições e demonstraram que nada é impossível! Confira abaixo!

Maria da Penha

Nome conhecido nacionalmente por estampar a lei que pune a violência doméstica no Brasil, Maria da Penha ficou paraplégica após levar um tiro de espingarda do ex-marido quando tinha 38 anos. O histórico de agressões não parou por aí, com o homem ainda tentando eletrocutá-la em um chuveiro elétrico.

Quase 20 anos mais tarde, Maria venceu os processos e conseguiu colocar seu agressor na cadeia. Hoje, já com 74 anos, ela é um exemplo de superação e de força para as mulheres que sofrem violência doméstica, sendo considerada um dos dez nomes que mudaram a vida e outras mulheres no mundo pela ONU.

Fernando Fernandes

Foto: Reprodução/Ricardo Ramos/CBCa

Atleta nato, desde criança Fernando desbravava o mundo dos esportes. Jogador de futebol, boxeador e modelo, ele sofreu um acidente automobilístico em julho de 2009 que o deixou paraplégico. Sem deixar que isso abalasse seu estilo de vida, Fernando passou a treinar canoagem enquanto fazia reabilitação. Hoje, ele é tetracampeão mundial, tricampeão panamericano, tetracampeão sul-americano e tetracampeão brasileiro de paracanoagem.

Herbert Vianna

Foto: Reprodução/Twitter

Vocalista e guitarrista do grupo Os Paralamas do Sucesso, Herbert Vianna não deixou a paixão pela música de lado após um acidente que mudaria a vida dele. Foi em fevereiro de 2001 que seu ultraleve caiu no mar devido a uma falha de fabricação na cauda da aeronave. Presente na ocasião, a esposa do músico morreu com a queda e ele ficou internado por mais de um mês, sendo parte do tempo em estado de coma. Após a recuperação, Herbert voltou ao palcos e ainda é um dos artistas mais conhecidos do Brasil.

Mara Gabrilli

Foto: Divulgação

Empreendedora, publicitária e psicóloga, Mara Gabrilli ficou tetraplégica após um acidente de carro. Ainda que trágica, a situação não parou Mara. Três anos mais tarde, ela fundou o Instituto Mara Gabrilli, uma ONG que oferece suporte a atletas de alto rendimento e ajuda em pesquisas sobre a busca da paralisia. Também vereadora e deputada federal, ela já foi secretária da Pessoa com Deficiência da Prefeitura de São Paulo, tendo ganhado cinco vezes o Prêmio Congresso em Foco. O livro Depois Daquele Dia, lançado em 2013, conta a história de Gabrilli.

João Carlos Martins

Foto: Divulgação

Entre dificuldades, acidentes e doenças, o pianista e maestro João Carlos Martins se viu diante inúmera situações que poderiam tê-lo feito parar seus trabalhos com a música. Em 1965, ele sofreu uma queda que perfurou seu braço direito e atingiu o nervo ulnar, o que o obrigou a parar de tocar por um ano devido a uma atrofia em três dedos. Com mais de 60 anos na área, João Carlos é considerado o melhor intérprete de Bach da sua geração, tendo gravado a obra completa para teclado do lendário músico.

Tendo feito 23 operações durante toda sua vida para continuar o sonho de tocar piano, ele não nega que fica triste por não conseguir mais praticar a paixão como antes e afirma ter encontrado um novo universo na regência. Independente da forma, ele ainda leva a música para o mundo.

Jackson Follman

Foto: Reprodução/Instagram @jaksonfollmann

Um dos únicos sobreviventes à queda do avião que transportava o time da Chapecoense, o ex-goleiro Jackson Follman perdeu a perna direita na tragédia e agora desbrava outros cantos fora do campo de futebol. Participante do Popstar, ele já afirmou que não pensou duas vezes ao aceitar o convite para cantar no programa. Inclusive, Jackson até cantava em pequenos festivais de música antes de se profissionalizar no antigo esporte. Para o futuro, ele não nega que é possível tentar cantar profissionalmente ao fim da profissão.

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