CULTURA - 30/01/2019

Dia do Quadrinho Nacional: seis artistas brasileiros que você precisa conhecer

Data remete a publicação de "As Aventuras de Nhô-Quim ou Impressões de uma Viagem à Corte”, primeira história em quadrinhos do Brasil



Victor Lisita

Foto: Reprodução/Flickr/Hugo Chisholm

Ainda que faça bastante sucesso na contemporaneidade, os quadrinhos não foram inventados há poucos anos. Considerado a 9ª Arte, o trabalho de contar histórias através de imagens remete aos tempos pré-históricos, quando o povo da época encontrou uma maneira de representar suas crenças e o mundo ao redor. Foi apenas no século XIX que o fazer quadrinhos como conhecemos tomou forma.

O Brasil teve o primeiro contato oficial com a nona arte em 1837, quando Manuel de Araújo Porto-Alegre fez um desenho em formato de charge e vendeu em papel avulso, no Rio de Janeiro. Ainda que outros trabalhos similares tenham sido publicados por diferentes artistas, a considerada primeira história em quadrinhos do País surgiu apenas 32 anos mais tarde, em 30 de janeiro de 1869, com a publicação de As Aventuras de Nhô-Quim ou Impressões de uma Viagem à Corte, por Angelo Agostini. Considerada um marco, a data foi escolhida para celebrar o Dia do Quadrinho Nacional!

Foto: Divulgação

Até 2019, um enorme panorama para as histórias em quadrinhos brasileiras foi criado. Reunindo diversos personagens, incluindo alguns norte-americanos, como o Gato Maluco e o Popeye, Tico-Tico tornou-se a primeira revista em quadrinhos do Brasil, tendo circulado entre 1905 e 1977. Mesmo que os quadrinhos estivessem adentrando cada vez mais nossa cultura, uma publicação inteiramente brasileira veio somente 55 anos depois, quando Ziraldo lançou a Turma do Pererê, inteiramente colorida e com um só personagem.

Ainda no mesmo ano da obra de Ziraldo, vimos os primeiros passos do que se tornaria uma das mais famosas HQs do Brasil: A Turma da Mônica. Na época, a obra de Maurício de Sousa não possuía as características que conhecemos atualmente. Para se ter uma ideia, os primeiros protagonistas foram o Bidu e o Franjinha! Após algumas queixas pela falta de mulheres nas histórias, nasce, em 1963, a Mônica, baseada na filha do autor e que logo tornou-se a protagonista da série.

Para comemorar este dia tão importante, a Zelo separou seis quadrinistas brasileiros que você não pode deixar de conhecer. Confira!

Julhelena

Capa da graphic novel "Nave" (Foto: Divulgação)

Por meio de ilustrações e quadrinhos de cactos, pepinos, patos, seres fantásticos e outros elementos, a artista começou seus trabalhos entregando reflexões sobre a vida, a fantasia e os medos de todos nós. Julhelena começou a desenhar aos 24 anos, e, desde 2014, publica seus trabalhos no Instagram. A primeira graphic novel dela recebeu o nome Nave, e mostra a viagem de uma nave através de mundos povoados por monstros.

Ryan Smallman

Arte de "Busker", primeiro quadrinho de Ryan (Foto: Divulgação)

Ilustrador do site Omelete, o artista lançou sua primeira obra na edição 2018 da Comic Com Experience (CCXP): Busker. O livro narra uma história de amor entre Clayton, um rapaz que corre atrás do sonho de ser músico, e sua própria arte. Além do trabalho, Smallman também faz ilustrações com temas relacionados a cultura pop, como filmes, séries e famosos.

Carol Rempto

"Dulce e as Fatias de Memória" é projeto de TCC da artista (Foto: Divulgação)

O primeiro projeto da artista, Dulce e as Fatias de Memória, veio direto de seu TCC em Design Gráfico. Através do Catarse, a obra recebeu a ajuda necessária para sair do papel e em breve estará disponível para venda. O livro conta com nove história de comidas da infância, que se conectam através da narrativa da Fada Dulce. Carol também atualiza seu Instagram com ilustrações de personagens famosos e autorais.

Christie Queiroz

O Cabeça Oca foi criado pelo goiano Christie Queiroz (Foto: Divulgação)

Conhecido pelo trabalho com as tirinhas do personagem Cabeça Oca, Christie Queiroz começou na área logo cedo, aos 16 anos. Goiano, o artista tem seu trabalho publicado em alguns periódicos do Centro-Oeste, tendo até mesmo ganhado o Prêmio Angelo Agostini, na categoria Mestre do Quadrinho Nacional.

Bianca Pinheiro

Capa de "Mônica - Força", do projeto Graphic MSP (Foto: Divulgação)

Formada em Artes Gráficas pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), a artista teve os primeiros trabalhos publicados online, que mais tarde se tornariam o seu primeiro compilado: Bear, de 2014. A obra fez com que ela fosse a primeira mulher a ganhar o prêmio de Roteirista Revelação do HQ Mix. Em 2016, participou da linha de graphic novels da Maurício de Sousa Produções, escrevendo e ilustrando Mônica – Força.

Wagner William

"Bulldogma" tem elementos de ficção científica e Nouvelle Vague (Foto: Divulgação)

Artista plástico, escritor e quadrinista, teve sua primeira obra publicada em 2014, chamada Lobisomem Sem Barba. Com o livro, foi finalista do Prêmio Jabuti na categoria Melhor Ilustração. Dois anos mais tarde, lançou a graphic novel Bulldogma, que mistura ficção científica e muitos elementos de Nouvelle Vague.

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