NEWS - 04/10/2018

Condomínio em Goiânia promove convívio entre moradores e animais silvestres


(Foto: Divulgação)

Nos dias de hoje, com a expansão contínua dos centros urbanos, não é incomum avistar capivaras, macacos, gambás, cobras, onças e até jacarés vagando por ruas e casas. O encontro com estes e outros animais silvestres acontece devido a redução das áreas verdes, seu habitat natural, devido a processos de urbanização descontrolados.

Mas o convívio entre humanos e animais pode ser possível e tranquilo quando se há um planejamento criterioso, com o devido manejo das matas. Modernos projetos urbanísticos podem ser implantados de forma a promover essa convivência harmônica, como o condomínio horizontal Aldeia do Vale, em Goiânia.

Com 1,5 milhão de m² de área verde, o Aldeia do Vale tem conseguido promover essa pacífica e saudável coabitação entre mais de 100 espécies da fauna do cerrado e os moradores. Implantado em 1998 e com uma nova etapa lançada recentemente, o Aldeia do Vale Lado Alto, o residencial foi planejado já com o intuito de manter os habitats dos animais silvestres que já viviam no local, que antes era uma fazenda.

O projeto urbanístico do loteamento, que mantém uma distância de 15 metros de frente e 15 metros de fundo das ruas, sem adensamento, proporciona vazios onde os animais podem circular livremente entre as residências. As matas no condomínio também são preservadas, com replantio de árvores e plantas.

Segundo Ovídio Palmeira Filho, Diretor de Meio Ambiente do Aldeia do Vale, a convivência entre moradores e os animais silvestres que existem nas áreas verdes do condomínio é e sempre foi pacífica, porque as pessoas respeitam os limites das espécies e seu comportamento.

Entre os animais que circulam livremente pelo espaço entre as casas estão os veados campeiro e mateiro, raposas, tatus, guaxinim, capivara, lagarto Tiú, emas, macacos, tamanduá-mirim e várias espécies de aves, como araras e tucanos. Como as casas não têm muros, alguns dos bichos podem entrar nas casas, principalmente capivaras e macacos.

“A cada núcleo urbano em planejamento ou iniciado deve-se ter a consciência da preservação e manutenção dos espaços para os animais terem onde viver, caçar e se reproduzir. Se não houver essa preocupação, será cada vez mais comum a ‘invasão’ das espécies aos centros urbanos, como podemos ver casos de jacarés e onças rondando as cidades, causando sustos na população. Por isso a importância de um bom planejamento na hora de se começar um empreendimento, mantendo assim uma convivência harmoniosa com os bichos, já que nós invadimos seus espaços”, ressalta Ovídio.

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