MODA - 10/01/2019

Coco Chanel: o legado de uma das maiores estilistas da história

Atual e emancipador, estilo revolucionário transformou a moda no que conhecemos hoje



Victor Lisita

Foto: Reprodução

“Para ser insubstituível, deve-se sempre ser diferente”. Foi em 1903, aos 20 anos, que Gabrielle Bonheur Chanel teve o primeiro contato com o mundo da costura. Enquanto vivia em uma pensão para moças, ela passou a trabalhar em um ateliê especializado na confecção de enxovais, a Maison Grampayre. Anos depois, em 1907, Gabrielle começa a se apresentar no café-concerto La Rotonde, onde cantava a música Qui qu’a vu Coco dans l’Trocadéro. Surgia Coco Chanel, que se tornaria uma das estilistas mais prestigiadas do mundo.

A visão única e o talento para buscar o novo no que já existia alavancaram o trabalho de Chanel de maneira astronômica. Em um contexto pós-guerra, foi por meio da estética descontraída, confortável e acessível que ela conquistou as mulheres, exaustas de roupas apertadas e volumosas. A estilista não apenas empreendeu uma nova proposta para a moda, mas também reforçou o conceito de uma nova mulher, mais participativa, independente e emancipada.

Ainda que hoje (10) completem 48 anos de sua morte, Chanel permanece viva ao redor do mundo, presente na vida de mulheres com suas marcas e estilo, mas, acima de tudo, com seus ideais! Pensando nisso, a Revista Zelo trouxe um pouco do legado da estilista, que completaria 136 anos em agosto de 2019. Confira abaixo!

Corte Chanel

Foto: Reprodução

Talvez o que mais imortalizou a estilista tenha sido seu corte característico, reto, valorizando a simetria e, o mais surpreendente para a época, curto. Além de ser ideal para comportar o recém-criado “chapéu cloche”, o modelo significou liberdade e independência, uma quebra da ideia de que cabelos compridos estão ligados a feminilidade das mulheres.

Estilo

Atual em pleno 2019, o estilo simples e prático de Coco Chanel tornou-se o habitual para o dia a dia. A estilista se apropriou de várias peças que, à época, eram consideradas específicas para os homens, como as camisas brancas dos marinheiros e suéteres listrados. As roupas mais esportivas e despojadas se completavam com saias lisas e retas, as quais tinham a barra acima dos tornozelos e permitiam que os sapatos fossem vistos.

Calças

Chanel continuou buscando a praticidade e conforto para as mulheres na década de 1920. Ainda inspirada nos uniformes dos marinheiros, revolucionou os closets ao introduzir calças largas, conhecidas hoje em dia como “boca de sino”.

Ternos e blazers

Foto: Reprodução

Para possibilitar mais liberdade de movimentos pelas mulheres, sem que o tecido deixasse de acompanhar as formas do corpo, Chanel idealizou o terno de três peças, com uma saia, cardigan de bolsos chapados e suéter. O conjunto tornou-se o primeiro visual “produzido em massa”, devido a sua fácil fabricação, e obrigatório nos guarda-roupas.

Acessórios

Além de ter lançado o próprio perfume, Chanel nº 5, um dos perfumes mais vendidos no mundo atualmente, a estilista também democratizou as bijuterias, como os colares de pérolas falsas e correntes.

Pretinho básico

 Foto: Reprodução

A cor preta era reservada para vestimentas específicas para funerais e senhoras em luto até a meados de 1920. Ao incluir um vestido preto curto em uma coleção publicada pela revista Vogue americana, em 1926, Chanel rompeu barreiras culturais e socioeconômicas ao mostrar que o luxo poderia ser usado por qualquer mulher. Atualmente, a peça é um item básico em guarda-roupas e sinônimo de elegância, tendo sido imortalizada pela atriz Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo.

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