CASA - 23/05/2019

Arquitetas recebem especialistas em negócios para bate-papo na Casa Cor Goiás

Alessandra Nahas e Vanessa Graner disponibilizaram ambiente “Go Big Or Go Home” para conversa sobre perspectivas a curto e longo prazo na área



Victor Lisita

Rodrigo Meirelles, Ana Flávia Canedo, Alessandra Nahas, Vanessa Graner e Thiago Dutra (Foto: Tobias Ragonesi)

A edição 2019 da Casa Cor Goiás segue a todo vapor! Maior mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismos das Américas, o evento não se limita a exibição de ambientes projetados por diferentes profissionais, mas abre portas para importantes discussões relacionadas com a área. Para expandir a conversa sobre sustentabilidade, as arquitetas Alessandra Nahas e Vanessa Graner receberam especialistas em negócios no ambiente Go Big Or Go Home para bater um papo sobre o tema. Conduzida pela equipe da #Zelo, a conversa completa poderá ser vista em breve nas nossas redes sociais.

Presente na ocasião, o economista e assessor de investimentos, Thiago Dutra, inicia a roda de conversa explicando que o conceito de sustentabilidade está ligado tanto com o agora quanto com o futuro. “É você atender as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as próprias necessidades”. E a sociedade, de acordo com ele, está muito atenta para as empresas que se comprometem com isso. “O risco reputacional para as empresas que não se preocupam com isso pode deteriorar o valor e o preço da empresa”, afirma.

Foto: Tobias Ragonesi

Nesse cenário, o reflexo dessa mudança pode ser entendido diferente para o investidor. O engenheiro e especialista em investimentos financeiros imobiliários, Rodrigo Meirelles, afirma que, atualmente, o consumidor considera os produtos sustentáveis como essenciais, mas ainda reluta em pagar a mais por eles. “Ele quer que a empresa mostre que se preocupa. E o empreendedor se viu, de certa forma, frustrado, porque houve mudança de produto e tudo representou um determinado custo, mas não foi possível repassar ao consumidor uma precificação diferente”.

É um caminho sem volta, como frisa a diretora-executiva da OM Incorporadora, Ana Flávia Canedo. “Hoje, devemos pensar em projetos que trabalhe com economia de água, energia e resíduos. O cliente percebe esse valor”. Ao falar de sustentabilidade, é possível pensar que as mudanças devem ser grandiosas para que sejam percebidas diferenças no meio ambiente, mas não é bem assim. “Acredito que as pequenas coisas já fazem uma grande diferença. Temos que pensar em ações menores e não só nas grandiosas”, frisa.

Para o futuro, de acordo com Thiago, as empresas sempre irão olhar para a sustentabilidade devido a uma sociedade muito mais atenta para quais empresas praticam ações conscientes. E Rodrigo também pensa da mesma forma, lembrando que costumamos perceber a sustentabilidade somente do ponto de vista tecnológico, “mas não é só isso. Acho que, no momento atual, o empreendedor tem que estar deixando a infraestrutura pronta para receber aquilo que, ali na frente, estará muito mais acessível”.

Thiago Dutra, Ana Flávia Canedo e Rodrigo Meirelles (Foto: Tobias Ragonesi)

Go Big Or Go Home

Para a criação do espaço, as arquitetas partiram da tendência em transformar ambientes de trabalho em locais mais humanizados e com natureza integrada. Preocupadas com um projeto mais limpo, com o mínimo de resíduos, Alessandra e Vanessa empregaram sustentabilidade por toda parte. Para dispensar o uso de tijolos, argamassa, cimento e areia, os fechamentos foram feitos com placas de dry-wall próprias para área externa. Além do revestimento reciclado colors da Gauss, em que os pequenos tijolos são compostos de materiais descartados, toda a pintura foi feita com tintas à base de água e a iluminação possui somente lâmpadas em LED.

“Apesar de estamos em uma mostra, nós queríamos um ambiente que fosse real. Que a gente pudesse colocar na casa de um cliente ou ambiente corporativo. Tudo que nós utilizamos aqui poderia normalmente funcionar em qualquer ambiente. Queremos mostrar que é possível fazer na realidade, não é apenas um conceito”, afirma Alessandra. Enquanto apoia a colega, Vanessa também se posiciona a favor do investimentos de peças boas e duráveis. “Acho que investir em produtos de qualidade e que não vão ser inutilizados facilmente é uma forma de ser sustentável na arquitetura”.

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