LIFESTYLE - 18/03/2016

Angela Sebba, casa e coração

Empresária nos convida a entrar para conhecer um pouco mais do jeito de ser e de viver de uma mulher vibrante e de fé



Max Miranda

A porta estava aberta, anunciando que todo o ambiente nos esperava para uma entrevista mais que agradável. Numa tarde típica ensolarada, a empresária Angela Sebba nos recebe em casa, uma cobertura cheia de charme, em frente ao Parque Flamboyant. Ao chegar à sala, ela nos dá boas-vindas com um sorriso solar, vestida de vermelho, vestida de gentileza.
Além dos espelhos, o reflexo do jeito de ser e de viver da dona da casa está estampado em todo o lugar. Janelas enormes emolduram o verde do parque. O vento é morador constante. Da piscina, das aberturas da varanda, a vida solar ganha espaço.
Objetos de viagem, fotos de família e a religiosidade estão vivos no ambiente. O Divino Espírito Santo está ali. É algo além do decorativo. O oratório, na parte de baixo do apartamento, anuncia que ali mora uma mulher de fé.
“Sempre fui muito ocupada com o trabalho. Cuidar da vida da casa de uns cinco anos pra cá tem me feito bem. Amo receber. Não cozinho, mas a cozinha gourmet está sempre pronta para receber os amigos.”
Mãe de Bruno e de Jordana, que cozinha muito bem. “Quero aprender a cozinhar. Vou tirar um tempo e aprender”, confessa. Vida agitada no trabalho. Vida tranquila em casa. “À noite, gosto de assistir novela. Nos finais de semana, receber os amigos.” Ela tem certeza de que a casa só tem energia porque tem o prazer em receber. “Receber, e não fazer festa.” Reuniões informais, “sem cenário montado, tudo na casa é para ser usado”.
Apaixonada pelo ar e a liberdade que ele representa, Angela é pé no chão. “Gosto de sentir o vento da varanda, tão simples, tão verdadeiro.” Na casa, moram ela e a filha. “Meu filho tem o espaço dele.” Falando em espaço, Angela comenta a importância vital da casa: “Todo lugar que você ocupa tem que ter vida. Senão, tem alguma coisa errada. Gosto do espaço com cores neutras, mas com objetos coloridos, vibrantes, carregados de memória.”

Viagem de viver a casa
É uma escultura da China. É uma mesa do Marrocos. “Viajar e trazer um presente para a casa faz todo sentido. Se a casa fica feliz com um presente, imagina a gente.” Sobre a felicidade, Angela tem um pensamento: “Ninguém é feliz 24 horas. A vida é feita de momentos.” E a casa é feita de aberturas. Os janelões transparentes da cobertura trazem luz, ar e horizonte à sala. Ar, vento e sol. “O que importa é uma casa aberta para as pessoas que moram dentro dela.”
Para Angela, a energia da casa tem luz própria. “A luz das pessoas que vivem nela é importante, assim como receber os amigos.” Um espaço da casa muito vivo é a cozinha gourmet: “Ali, eu e meus filhos conversamos, comemos, interagimos uns com os outros.”
Esparramar no sofá e assistir à novela é uma forma de descanso para Angela. “Nessa hora, estou no meu canto.” O canto dela está em cada canto. O sentido da casa favorece o ambiente e nota-se a religiosidade no espaço: “Sou religiosa, católica praticante. Ajoelho diante do santíssimo e agradeço.” Ir à missa aos domingos é lei.
Acordar com a natureza é prazeroso, e Angela faz isso: “Ar. Todos os dias, ao acordar, na varanda, o sol bate, o vento visita. Fico ali, parada, refletindo. Sentindo o sol, Deus na minha vida, para iniciar a manhã.” O que não cabe na casa? Angela responde rápido: “Não cabe aqui a raiva. Humildade é a essência de tudo.”

As velas e a luz
Angela tem um carinho especial por velas. “É luz, é quente, tem beleza. Criar um clima com velas é criar uma atmosfera de conforto.” E existem várias delas em volta da piscina, na varanda. “O importante é sentir o espaço que me cabe. Vela é igual à luz, traz paz, aconchego, romantismo. Eu sou romântica.” Para harmonizar o banho, “velas, sais e música”. Diz ainda que o vinho prepara uma história. “Uma bebida para o paladar. Sempre tenho vinhos em casa.” 

Ela prefere rótulos como Família Zapata, Angélica Zapata e Poderuccio. Um sorriso, um vento vindo da varanda, o sol invadindo a sala. Relaxamento em casa. Mas Angela é igual a trabalho: “As pessoas me veem assim.”
Nos espelhos, os reflexos de Angela: “Acho que sou uma pessoa boa, sincera, autêntica. Busquei reconhecimento profissional. Busquei e conquistei.” Conta que, recentemente, conquistou prêmios importantes em São Paulo, pelas Lojas São Jorge (que recebeu pelo irmão, Gilberto Filho) e também pela Sicmol.

Aroma e cores
Ela e a filha são grandes amigas. Riem juntas, conversam. Chega Jordana à sala. “A melhor mãe do mundo, cúmplice, guerreira, parceira. Exemplo de vida”, comenta a filha. Fazem juntas no ambiente da casa: assistem à novela, conversam sobre tudo, cozinham à noite. “O cheiro de comida mexe com o espaço. Trouxemos diversos aromas nesta última viagem a Istambul. Amo também cheiros cítricos. Na casa, lavanda. Movimento bom também é das minhas pessoas queridas. Casa para vibrar tem que estar em movimento, e isso envolve energia, cor, amor, sabor, sentimento.”
“Amo música, assim como o silêncio é expressamente importante. A casa é integrada comigo mesma. Cada coisa tem o seu lugar, mas não sou neurótica e milimétrica. Os objetos podem ir pra lá e pra cá.” A vibração do vermelho, “que é uma cor que eu gosto”, está presente no ambiente. A parede que zela pelo oratório é vermelha. Intenso, vibrante, parece mostrar que a fé ali é algo quente.
Sobre essas e outras sensações, diz que o vermelho traz energia ao espaço, assim como o sol. “O vento traz paz. E a água, calma.” Tudo ali: nas cores, nas aberturas de portas e janelas, e na piscina. A varanda refresca o todo. À noite, o céu. “E daqui, vinho, velas e estrelas. Fechou!”

 

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